Blog do Mauro Beting

Não tem grupo da morte. Mas é chatinho o do Brasil.

Mauro Beting

Expliquei ontem que queria um grupo complicado para o Brasil logo de cara. A Seleção pega no tranco. O penta foi assim. Todas as vezes.

Para 2018 não teremos tantas pedreiras. Mas, junto com a Argentina, enfrentaremos um dos grupos mais complicados. O que é bom. Ritmo de Copa pede pedra e pau e porrada.

Nada como aquele entre Itália, Uruguai e Inglaterra na Copa-14. E quem levou foi a Costa Rica!? Quase a mesma que nos enfrenta em 2018. Tem Navas ainda melhor na meta. Mantém Bryan Ruiz de grande Mundial e não muito mais depois disso. Mudou o treinador. O 5-4-1 sem mantém. Mas o que era surpresa passou. Será como em 1990 e 2002. Mais uma vitória brasileira. Talvez apertada como foram as duas outras. Acredite.

Chato também será o jogo com a Sérvia. Tanto que se classificou bem e mesmo assim mudou o treinador em treta interna. Tem Matic, senhor meiocampista. Mas de todas as Iugoslávias e sucessoras dela que enfrentamos em Copas (perdemos em 1930, ganhamos suado em 1950, empatamos sofrido em 1954, empatamos chocho na estreia de 1974, vencemos bem a Croácia em 2006, e difícil os croatas novamente na estreia de 2014), esta parece a mais frágil. Variava num 3-4-1-2 a um 3-4-2-1 com Muslim. Não deve mudar muito agora.

A Suíça e a melhor das seleções do grupo e deve se classificar atrás do Brasil. Problema é que justo o jogo entre os possíveis melhores da chave é o primeiro. O mais perigoso em todos os sentidos.

É time entrosado e bem treinado. Com a bola passa do 4-1-4-1 ao 4-2-3-1 com naturalidade. Fecha-se num 4-4-2 de manual. Boa base com uma geração vencedora para os padrões suíços. Zaga firme, marcação eficiente, bola no chão, boa qualidade com Xhaka no meio, Shaqiri pelos lados. Falta maior aptidão para o gol. Mas é time que pode sim arrancar empate com Brasil. Mas não a liderança do grupo.