Blog do Mauro Beting

Estreia campeã. Corinthians 2 x 1 Fluminense.

Mauro Beting

Foi uma festa para relembrar o hepta e requentar o bicampeonato paulista conquistado há uma semana. Na bola não teve tanto motivo para festa. Faltou mais qualidade e criatividade ao Corinthians que quase tudo ganha. Sobraram ataques de força e talento da garotada de Abelão, de bom segundo tempo organizado por Sornoza, atacado pela ala esquerda com Ayrton Lucas, e dos perigos criados por Pedro.

Mas faltou um pouco mais de apuro. Ou tudo aquilo que de novo Rodriguinho aportou nos finais de tempos. Foi de cabeça que ele abriu o placar em belo cruzamento de Romero – como fez o gol na última bola contra o São Paulo, na mesma meta de Itaquera, n semifinal do SP-18. Fechou o primeiro tempo que cheirava empate.

O gol no reinício de Richard faria justiça ao melhor segundo tempo tricolor a partir de então. Mas mais uma vez Rodriguinho fecharia a conta, aos 40, de canhota, em novo lance de Sheik que ainda serve para fazer fumaça nos minutos finais. Quando tem ao lado Pedrinho para ganhar mais minutos com Carille. Como ele continua ganhando mais jogos para o Corinthians quando a gente acha que ele não vai ganhar muitos mais.

Também pela utilidade e versatilidade de tipos como Rodriguinho. Agora um atacante móvel no 4-4-2 alvinegro. Capaz até de sonhar com uma das vagas ainda em aberto para a Copa. Tite ainda não se definiu por ali. Não deve ser Willian José ou mais um atacante de área ou alguém que saia dela e faça gols tipo Jonas. Talisca parece ter sentido o peso da experiência. Taison e Giuliano já tiveram mais cartaz. Oscar se apagou na Seleção e sumiu na China. Luan, meu preferido, não parece ser o de Tite. Diego, Jadson e Lucas Lima não vivem os melhores dias.

Tite pode realmente cogitar quem eu não chamaria. Mas quem está mais uma vez se superando. Rodriguinho.