Blog do Mauro Beting

Com amor da Rússia 5 x 0 Arábia Saudita

Mauro Beting

1º TEMPO – Não esperava grandes coisas da Rússia na estreia além da beleza da festa de abertura. Mesmo com a esperada vitória, pouco se viu de um time que sentiu a ausência de Dzagoev aos 23, com lesão muscular na coxa. Já estava 1 a 0 na cabeçada de Gazinsky, aos 11, quando a frágil zaga saudita bobeou de novo e o substituto Cheryshev fez um belo gol, aos 42, a partir da esquerda. Onde ele entrou, com Zobnin adiantado para fazer a do lesionado Dzagoev.

2º TEMPO – A Rússia ampliou apenas aos 25, na segunda chance na etapa final. Na primeira bola lançada na cabeça de Dyuba, que acabara de entrar. O quarto gol foi outro golaço de Cheryshev, aos 47, numa pancada de fora com efeito. E ainda teria o quinto na sequência em bela cobrança de falta do promissor meio-campista Golovin. A bola foi saudita. Mas os gols foram do time que marcou dois gols em cruzamentos, um em bela cobrança de falta, um em contragolpe, e uma bela esticada que deu muito certo.

Importante não é ficar com a bola. É saber o que fazer com ela.

CHANCES DE GOL – 4 x 1 primeiro tempo; 4 x 1 segundo tempo. TOTAL: 8 x 2.

O LANCE – 23min. Dzagoev arrancou no contragolpe e sentiu a lesão que deve tirá-lo do Mundial. Entrou Cheryshev e foi o nome do jogo com dois belos gols.

(Mas a imagem mesmo foi o inexplicável dedo médio de Robbie Williams na apresentação dele antes da partida).

TÁTICA – Rússia no 4-4-2 sem a bola e no 4-2-3-1 e 4-4-1-1 em alguns momentos x Arábia Saudita no 4-1-4-1.

O NÚMERO – Os sauditas ficaram com a bola 61% do tempo na primeira etapa. E criaram só uma oportunidade. A Rússia ficou apenas o suficiente para ganhar.

NOTAS – RÚSSIA 7 X ARÁBIA SAUDITA 2; JOGO 6

O CARA – Cheryshev, meia do Villarreal, 27 anos. Revelado na base do Real Madrid onde era treinado pelo pai (que foi centroavante russo com relativo sucesso no Sporting Gijón), entrou no drama de Dzagoev e foi o nome do jogo.

O FATO – 78.011 foi o público presente. 78 mil torcedores. 11 sauditas no campo.

O CHUTE – Rússia pode se classificar. Mas tem de jogar muito mais.

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman