Blog do Mauro Beting

A Inglaterra está voltando para casa. Croácia 2 x 1.

Mauro Beting

A Croácia foi aquela equipe que o Brasil  venceu sem muito esforço pouco antes da Copa, em Liverpool. O mesmo país que o Brasil abriu em 2014 vencendo em Itaquera. Mas é o time de Modric. E não só ele. Uma seleção que soube virar um jogo contra uma Inglaterra que é para 2022. Mas que estava indo além da sua capacidade em 2018. Parecia pronta. Como tantas vezes parece que o English Team vai. E fica.

1º TEMPO – Na primeira chance, com 4min, Trippier marcou seu primeiro gol em dois anos, numa bela cobrança de falta em que toda a Croácia estava na barreira que impediu a visão do goleiro Subasiuc. Pouco mais seria feito pelos dois times. Os croatas demoraram a reagir, diferentemente do que fizeram contra dinamarqueses e russos. Os ingleses poderiam ter definido a partida.

2º TEMPO – Na segunda etapa, Rebic e Perisic mudaram de lado, como sempre. Pouco aconteceu. Mas quando voltaram aos seus lados, logo depois saiu o empate, aos 22, com Perisic se antecipando a Walker em gol de Ibrahimovic, como bem destacou Luís Roberto (de grande Copa pela Globo). A Croácia depois mandou bola na trave e perdeu as chances que os ingleses esqueceram de criar.

PRORROGAÇÃO –  Stones poderia ter feito 2 a 1 Inglaterra. Vrsaljko não deixou. Aos 16 ainda da primeira etapa do tempo extra, Pickford fez outra grande defesa negando um gol a outro artilheiro em branco – Mandzukic. O mesmo que aproveitaria bola bandida para vira o placar, aos 3 da prorrogação para essa Croácia que jogou três prorrogações e foi enorme.

CHANCES DE GOL – INGLATERRA 5 X 2 primeiro tempo;   CROÁCIA 6 X 4 segundo tempo. TOTAL:

O LANCE – Aos 8 do primeiro tempo da prorrogação, Stones subiu sozinho na jogada de escanteio que tão bem trabalhou Southgate se inspirando na NBA e cabeceou vencendo Subasic que só olhou… Vrsaljko salvar sobre a linha. O momento da virada croata.

O CARA – Rakitic. Marca e cerca como volante, arma como meia, e finaliza como atacante. Como Perisic, que faz tudo. Rebic, que faz por todos.

TÁTICA – Inglaterra mantém o time que está ganhando que não se mexe. O mesmo time e modo de jogar: 3-1-4-2 com a bola, 5-3-2 sem ela; Croácia no 4-3-3 sem a bola, 4-1-4-1 constuindo, com Modric e Rakitic armando por dentro, Rebic e Perisic pelos lados, Mandzukic no comando de ataque, e Brozovic na cabeça da área.

NOTAS DO JOGO –   INGLATERRA 7 X 7 CROÁCIA  –  JOGO NOTA 7

O CHUTE INICIAL – INGLATERRA  1 X 0 (palpite do bolão)

NO FRIGIR DAS BOLAS  – A Croácia mais uma vez se supera. Imagine o que seria a antiga Iugoslávia se fosse um só país. Mas a Seleção que não é melhor que a de 1998 vai mais longe. Desta vez para tentar vingar o que parou na semifinal na Copa da França. Quando foi eliminada também de virada, mas nos 90, também levando um gol de lateral-direito. Aliás dois gols de Thuram. Os únicos marcados por ele pela França.

Com um dia a menos de descanso e 9o minutos a mais jogados que os outros finalistas, os croatas chegam mortos. Mas seguem muito vivos. Todo respeito e admiração. Mas a França é favorita – como a Inglaterra também era…

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman