Blog do Mauro Beting

Nem sempre os ratos são os primeiros a abandonar a caravela. Infelizmente.

Mauro Beting

Problema não foi aparecer um rato em São Januário em mais uma eliminação do Vasco. O que mata são os ratos que infestam a nau há uma década mais soçobrando que sobrando. Mais sangrando que singrando mares e fossas nunca dantes navegadas e naufragadas.

Um rato no campo é pinto perto de algumas ratazanas que ou fugiram na primeira tormenta ou atormentam e não largam o comando há péssimos tempos.

Antes fosse só um rato o que está errado no Vasco. Antes fossem só os primeiros que saíssem na primeira das enésimas crises.

É muito mais que um rato solto num futebol que volta a campo um dia depois do final da Copa. É muito mais que dois times que jogaram a primeira partida com treinadores diferentes dos que assumiram as equipes no jogo da volta.

Não é só um rato. Nem poucos burros.

A fauna é maior. A farra, também. Não é só no Vasco que tem animal que não deveria estar ali. Também teve rato na minha casa. Na porta dela. Não foi fácil tirar. Mas deu para desratizar. O problema é que em alguns lugares os ratos comem os gatos. Ninguém caça. Ou deixa todo tipo de bicho e de bico passear pelo terra sem lei e com um rei do lixo. Libera catracas para animais subirem às tribunas para fazerem seus ninhos. Criando filhotes. Ou alimentando alguns que nem são mas acabam virando crias.

Não adianta agora instalar ratoeiras pela casa. Elas são contaminadas como urnas. São desarmadas como coalizões. Às vezes até mudam as cores. Parecem esquilos. Mas acabam mesmo esquálidos ratos.

Não é só no Vasco. Mas um clube tão vencedor, tão pioneiro, tão popular, tão emblemático não pode ser tratado assim como se fosse o quintal dos posseiros.

A vassoura não deve ser usada para afugentar os ratos. Tem que limpar a casa.