Blog do Mauro Beting http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br O blog fala, vê, ouve, conta, canta, comenta, corneta, critica, sorri, chora, come, bebe, sofre, sua e vive o nosso futebol. Fri, 20 Oct 2017 17:06:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Tite convoca. E chama muita gente. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/tite-convoca-e-chama-muita-gente/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/tite-convoca-e-chama-muita-gente/#comments Fri, 20 Oct 2017 14:20:49 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5252 Goleiros:

TROCARIA Cássio (Corinthians) x Vanderlei (Santos).

Alisson (Roma)

Ederson (Manchester City)

Vanderlei, apesar da ótima fase de Cássio, há muito merece ao menos um chamado numa Seleção que até em Muralha já apostou. Alisson está cada vez melhor na Itália, e jogando como titular. Ederson cresce na meta do City e tem mais potencial que os demais. E pode até ser titular na Copa. Capacidade ele tem. Mas não deverá ser.

Zagueiros:

Jemerson (Monaco)

Marquinhos (PSG)

Miranda (Inter de Milão)

Thiago Silva (PSG)

Ainda gostaria de ver mais chances para Geromel. Mas como o Grêmio poderá ter dupla jornada em novembro, ele e também Luan (e o excelente Arthur) ficariam fora da minha lista.

Laterais:

Daniel Alves (PSG)

Danilo (Manchester City)

Alex Sandro (Juventus)

Marcelo (Real Madrid)

Filipe Luís ainda está na frente. Mas Alex Sandro é sombra notável. Danilo tem sido usado até como zagueiro por Guardiola, embora seja reserva do ótimo Walker como ala ou lateral pela direita. Vale mais um teste.

Meio-campistas:

Casemiro (Real Madrid)

Fernandinho (Manchester City)

Paulinho (Barcelona)

Giuliano (Fenerbahçe)

Renato Augusto (Beijing Guoan)

Philippe Coutinho (Liverpool)

Willian (Chelsea)

Diego (Flamengo)

Giuliano é versátil, pode fazer várias funções, e tem a confiança do treinador (como Taison). Arthur eu gostaria de ver na Seleção. Mas o Grêmio merece ser preservado em novembro. Jorginho (Napoli) também precisava uma oportunidade. Como Diego tem ganhado muitas pela experiência e pela ausência de alternativas para ele.

Atacantes:

Douglas Costa (Juventus)

Gabriel Jesus (Manchester City)

Neymar (PSG)

Roberto Firmino (Liverpool)

Diego Souza (Sport)

Taison (Shakhtar Donetsk)

Douglas Costa tem atuado mais vezes e melhor. Merece mais o retorno do que Taison. E muito mais do que Diego Souza. Eu não teria chamado 25. E não chamaria os últimos dois.

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Goleada enganosa. Flamengo 4 x 1 Bahia. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/goleada-enganosa-flamengo-4-x-1-bahia/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/goleada-enganosa-flamengo-4-x-1-bahia/#comments Fri, 20 Oct 2017 01:37:52 +0000 http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5250 ESCREVE  GUSTAVO ROMAN

Quem olha só o placar final, sem ter visto como foi a partida pode até cometer o erro de avaliação e achar que o Flamengo goleou porque jogou muito. Não foi bem assim. Com as duas equipes espelhadas no 4-2-3-1 o que se viu nos primeiros 45 minutos foi um tima carioca com muita dificuldade na criação, tendo mais a posse de bola. Contudo, finalizando e criando menos lances perigosos do que o adversário. Foram duas chances do Bahia (e duas ótimas intervenções de Diego Alves) contra apenas uma do Fla (e mesmo assim em um tiro de longa distância de Diego). Apenas Berrío, bem coadjuvado por Pará e Diego, levava sistemática vantagem sobre Juninho Capixaba. Mas na hora do cruzamento o colombiano mostrou toda a falta de fundamentos e errou todos.

Rueda voltou do intervalo com Everton Ribeiro na vaga de Berrío. O Mengo ficou mais compacto, conseguindo tocar melhor a bola. Aos cinco Guerrero achou Diego livre. Jean fez grande defesa. Na cobrança rápida do escanteio, Everton centrou. Guerrero dividiu com a zaga e a sobra ficou com Réver para fazer um a zero.

O gol não melhorou a equipe carioca. Pelo contrário, os jogadores pareceram se acomodar com a vantagem. Carpegiani que jogava sem um nove de referência colocou Hernane em campo. E foi justamente o brocador quem foi derrubado por Juan dentro da área. Pênalti que Mendoza cobrou e deixou tudo igual.

O Flamengo sentiu o gol. O desespero pareceu tomar conta da Ilha do Urubu. A torcida começou a vaiar Diego (que mais uma vez não vinha bem). Arão e Cuellar se mandavam para a frente e esqueciam da marcação. Foram 10 minutos que o Tricolor poderia ter aproveitado para matar o jogo. Mas se havia um quesito que o Rubro-Negro levava vantagem durante todo o jogo era nas bolas altas. Aos 32, Everton cobrou escanteio. Réver, em noite de artilheiro apareceu livre para recolocar os donos da casa em vantagem no marcador. Depois disso o Bahia baixou a intensidade. Pareceu não acreditar mas que poderia se recuperar. O Flamengo se aproveitou do abatimento e do visível cansaço baiano para marcar mais duas vezes. Ambas com o vaiado Diego.

No fim das contas, a goleada foi um exagero para a atuação carioca. E um castigo para o Bahia que não merecia perder de tanto. Porém, contudo, todavia, futebol é isso. Não é e nunca será uma ciência exata. E por isso é tão apaixonante.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman

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Borja! Palmeiras 2 x 0 Ponte Preta. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/borja-palmeiras-2-x-0-ponte-preta/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/borja-palmeiras-2-x-0-ponte-preta/#comments Fri, 20 Oct 2017 00:54:03 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5248

Não lembro a última vez que Borja fez gol. Não lembro a última vez que o Palmeiras fez duas boas atuações (ainda que contra duas equipes em situação delicada). Não lembro a última partida de Arouca.

Mas lembro que torcer é isso. Acreditar que o melhor jogador da América em 2016 pode reencontrar o gol na bola espirrada, no belo balão que deu em Aranha, na bola que bateu na trave como tantas vezes o Palmeiras raspou e foi pra fora em 2017. E Borja, nem isso chegava perto.

Três minutos antes, a bola escapuliu do colombiano e Keno bateu muito bem. Coisa de fase. Keno está fazendo tudo direitinho. Borja, não.

Ou não mais?

Keno de novo foi ótimo. O melhor. Marcou o primeiro gol aos 27, em mais uma falha de Rodrigo, em lance nascido em arremesso lateral irregular pela bola na mão do atleta. Keno que participou de quase todos os oito lances de um Palmeiras que foi melhor que a Ponte no primeiro turno e muito melhor na segunda etapa.

Eduardo Baptista manteve o 4-1-4–1 dileto, com velocidade e contundência com Lucca e Danilo pelos lados, e Claudinho à frente. Mas os erros defensivos foram letais no primeiro tempo, e seriam mais ainda na segunda etapa. Quando o Palmeiras foi ainda melhor. A linha de zaga mais alta e marcando por zona, Bruno Henrique e Tchê Tchê pisando na área rival, Mayke e Egídio dando amplitude (e alguns sustos na esquerda), Moisés mais próximo dos três atacantes.

Em casa, o Palmeiras atuou no 4-2-1-3. Mesmo perdendo Willian com preocupante lesão muscular na parte posterior da coxa, Borja entrou com o tempo que ele não vinha merecendo na equipe.

Mas o torcedor que o apoiou e acreditou mereceu o gol e a boa atuação coletiva e também técnica. O palmeirense acreditou em Borja mais do que ele mesmo vinha acreditando.

Mas será que dá para acreditar ainda em mais coisas positivas no Palmeiras?

Difícil. Dificílimo. Como Borja passar agora a jogar tudo que não tem jogado em 2017.

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Joga pouco, mas falta pouco. Corinthians 0 x 0 Grêmio. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/joga-pouco-mas-falta-pouco-corinthians-0-x-0-gremio/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/joga-pouco-mas-falta-pouco-corinthians-0-x-0-gremio/#comments Thu, 19 Oct 2017 01:51:26 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5238

Faltou gol, faltou futebol, faltou ousadia, faltou quase tudo que tem faltado no fraco futebol brasileiro. Mas como sobrou Corinthians no turno, o clássico entre os melhores times do Brasil acabou sendo uma goleada paulista. A reafirmação da liderança. Uma rodada a menos rumo ao título que será merecido por tudo que o Timão se superou. Por nada que fazem os rivais.

Inclusive o mais qualificado como o Grêmio. O brasileiro na semifinal da Libertadores em busca do tri. O time que largou muitas rodadas do BR-17 com os reservas. A equipe que tem a revelação do campeonato, o excelente Arthur. O time muito bem armado por Renato, que sentiu demais a ausência de Luan, que voltou e se mexeu bem, mas não merecia muito mais do que produziu pela melhor equipe em Itaquera. A que mais buscou o gol (também porque precisava muito mais). Mas a que chegou mais vezes em tiros longos de Edilson, uma bela cobrança do lateral de falta no travessão, e não muito mais que isso.

Mesmo buscando mais a meta como objetivo, criou apenas cinco oportunidades em São Paulo. É pouco. Mas foi mais do que o grande líder. Fora uma bola cruzada de falta que Jô cabeceou rente à trave de Grohe, no final do primeiro tempo, mais nada chegou com perigo o Corinthians. Uma chance. Mais um tiro longo por sobre a meta, de fora da área, na segunda etapa, e só. Com Jadson e Rodriguinho errando muito, Jô isolado, Romero esforçado como todos, mas todos bem marcados pela ótima zaga com Geromel e Kanneman, bem protegidos por Jailson.

É muito pouco para o líder e provável heptacampeão. Mas deverá ser o suficiente para fazer o melhor time do campeonato vencedor. O que é sempre maravilhoso para o torcedor. E muito ruim para o presente e para o futuro do nosso futebol.

Jogos decisivos como o de Itaquera são marcados, mascados, muitas vezes modorrentos tecnicamente. Mas não podem ser fracos como foi. Ou tão fracos como tantos jogos do BR-17.

O Corinthians foi brilhante exceção no turno. Mas foi dragado pela mediocridade geral. Não podemos nos acostumar com tão pouco. É Corinthians. É Grêmio. É o futebol pentacampeão mundial. Não pode e não deve ser apenas isso.

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Alívio carioca. Apreensão paulista. Fluminense 3 x 1 São Paulo. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/alivio-carioca-apreensao-paulista-fluminense-3-x-1-sao-paulo/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/alivio-carioca-apreensao-paulista-fluminense-3-x-1-sao-paulo/#respond Thu, 19 Oct 2017 01:15:47 +0000 http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5241 ESCREVE GUSTAVO ROMAN

O duelo entre os Tricolores que aconteceu no Maracanã tinha tudo para ser um ótimo jogo. Afinal, ambos vinham de triunfo no fim de semana e precisavam da vitória. Não só para se afastar da incômoda zona de rebaixamento. Mas também para derrubar um rival direto e de peso nessa luta ingrata para permanecer na primeira divisão. Não foi o que aconteceu.

Espelhados taticamente num 4-2-3-1, as duas equipes entraram tensas demais em campo. A consequência direta disso foi que a partida era muito brigada, mas com poucos lances de emoção. Mesmo jogando em casa, o Fluminense não se mandava à frente. Preferindo esperar por um erro dos comandados de Dorival Júnior, que a esta altura já mandara Marcos Guilherme e Lucas Fernandes inverterem os lados. E ele não demorou a aparecer. Aos 22 minutos, Júnior Tavares cometeu pênalti claro ao cortar com o braço uma bola que chegaria em Marcos Júnior. O árbitro Leandro Vuaden não viu o toque. O vigia atrás da meta, sim. Com atraso, Vuaden assinalou a penalidade. Henrique Dourado, o artilheiro do campeonato, cobrou com a habitual precisão e fez um a zero.

O São Paulo sentiu demais o gol. Dois minutos depois Gustavo Scarpa disputou lance com Rodrigo Caio na ponta direita. O zagueiro se jogou no chão (não houve nada no meu entender). Vuaden nada assinalou e Scarpa rolou para Sornoza marcar o segundo.

Dorival voltou do intervalo com Maicossuel no lugar de Lucas Fernandes. O Tricolor Paulista tinha a bola. Rondava a área do Flu. Contudo, não finalizava ou levava perigo algum. Diego Cavalieri não fez sequer uma defesa importante. Essa inoperância ofensiva aumentou ainda mais quando o treinador sacou Cueva e Pratto para as entradas de Thomaz e Shaylon. Sem referência, o São Paulo tocou, tocou, tocou e não incomodou.

Abel Braga respondeu com a entrada de Matheus Norton no lugar do lesionado Sornoza. Rearrumou o time em um 4-3-2-1. Congestionando ainda mais a entrada da área. Aos 29, pôs mais velocidade em campo com Robinho substituindo Marcos Júnior. E foi justamente dele, em velocidade, o lance que ocasionou o pênalti claro e infantil de Arboleda aos 39. O próprio Robinho cobrou bem e aumentou a vantagem dos donos da casa. Quase no fim, Shaylon diminuiu da única forma que seria possível. Sem querer. O meia foi cruzar. A bola bateu em Gum e matou Cavalieri. Final, três a um.

Uma vitória merecida e fundamental para o Fluminense. Um time que arriscou pouco na frente. Mas que se aproveitou dos inúmeros erros do adversário. E que se aproxima de ter um final de campeonato mais tranquilo. Afinal, com mais três vitórias se garante na primeira divisão.

Já o São Paulo precisa melhorar muito. E rápido. É necessário achar um equilíbrio quando se jogar fora de casa. Achar uma maneira de ter mais poder ofensivo. E não cometer tantas falhas individuais. O resultado foi ruim, obviamente. Porém, ainda existe tempo e campeonato para se recuperar. E não sofrer nas derradeiras rodadas.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman

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Ainda favorito. Bahia 2 x 0 Corinthians. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/ainda-favorito-bahia-2-x-0-corinthians/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/ainda-favorito-bahia-2-x-0-corinthians/#comments Mon, 16 Oct 2017 09:45:10 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5236 Um dos tantos méritos corintianos em um 2017 de sonho é jamais ter delirado. Direção, comissão técnica e elenco sempre souberam as limitações de todos em quantidade e qualidade. Seguem com resultados muito além delas. E devem ser justamente premiados por tudo aquilo que não foi premeditado.

A modéstia é virtude nesse Corinthians. A humildade que é dever nem sempre observado na humanidade precisa nortear o time que está perdendo pontos, jogos e o crédito devidamente acumulado no primeiro turno espetacular. Ainda a diferença é absurda para a turma que parece lutar mais para não cair do que para ser o que o Corinthians ainda tem tudo para ser. Mas já teve muito mais. Já jogou muito mais.

O Bahia mereceu vencer como já merecia ganhar do Palmeiras, no Pacaembu. Contou com falha de Fagner para fazer 1 a 0 e com aposta arriscada de Cássio no segundo gol. Carpegiani em pouco tempo parece ter dado um jeito no time que já virou a tabela para cima. Por ora.

No caso corintiano, ainda tudo é favorável. Tranquilo. Também pela simplicidade do time. Aquela que o próprio Fagner, de Seleção, disse que esqueceu no lance do primeiro gol. Aquela que ele também esqueceu ao dizer que o Corinthians estava de “parabéns” pela partida em Salvador. Não esteve. E esse não é só problema dessa análise. É de há muito tempo de equipes que jogam pouco e dão parabéns por nada. Essa condescendência de atletas e treinadores é tão perigosa ao futebol quanto muitos jogos horríveis que eventualmente possam ser incensados.

Um provável grande campeão pode e deve ter quedas de produção como a atual fase. É normal. Pelo elenco que tem, e pelo futebol que se joga no Brasil, o normal seria essa pontuação já “anormal” com um desempenho errático e irregular. Não tem crise e nem é preciso uma revolução tática para corrigir queda técnica. Mas o pior mesmo é achar que só isso basta.

Não pode.

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O problema é a postura. Chapecoense 0 x 1 Flamengo. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/o-problema-e-a-postura-chapecoense-0-x-1-flamengo/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/o-problema-e-a-postura-chapecoense-0-x-1-flamengo/#comments Sun, 15 Oct 2017 21:43:41 +0000 http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5234 ESCREVE GUSTAVO ROMAN

O Flamengo cumpriu a sua obrigação e venceu a Chapecoense, mesmo jogando fora de casa. O resultado foi mais do que normal dada a diferença técnica entre os dois elencos. O que incomoda o torcedor Rubro-negro é a falta de postura da equipe. É jogar como se fosse ganhar a qualquer momento. Ou na hora que bem entender. Não é assim que a banda toca.

O primeiro tempo na Arena Condá foi mais um espetáculo lamentável. Jogo maracado. Brigado. E principalmente, falado. Os jogadores pareciam mais dispostos a reclamar uns com os outros e com a arbitragem do que jogar futebol. Não foi surpresa ver que houve apenas uma chance clara de gol. Muito pouco.

A partida melhorou um pouco nos 45 minutos finais. A Chape perdeu o meio de campo quando Emerson Cris tirou o amarelado Elicarlos. E quando insistiu com Wellington Paulista na direita, correndo atrás de lateral. Mesmo já sem Tulio de Melo, substituído por Penilla. O Flamengo se aproveitou e mesmo sem querer muito chegou mais. Berrio, que entrou no lugar de Everton deu mais agressividade ao time. Foi dele a ajeitada para Guerrero chutar na mão de Douglas. Pênalti bem assinalado pelo árbitro. E muito mal cobrado por Everton Ribeiro que praticamente atrasou para Jandrei. Sintetizando bem a falta de vontade de quase toda a equipe.

Aos 35 minutos, William Arão lançou Berrio. Ele ajeitou para Diego acertar o canto do goleiro e fazer um a zero. O primeiro gol dos cariocas nos últimos 640 minutos atuando como visitantes. Nos acréscimos, Berrio ainda perdeu ótima chance de ampliar depois de mais um ótima lançamento de Arão e outra boa jogada de Guerrero.

No fim, deu a lógica. Três pontos para o Fla que encosta no Botafogo e no G-4. No entanto, a má fase técnica de alguns atletas. A falta de vontade de outros. As poucas variações táticas que o time apresenta. E algumas escolhas do treinador fazem a torcida temer pelo pior (no caso, não conquistar a vaga para a Libertadores do ano que vem). Se isso acontecer, a crise chegará com força na Gávea.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman

 

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Keno é que sobe? Atlético Goianiense 1 x 3 Palmeiras. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/keno-e-que-sobe-atletico-goianiense-1-x-3-palmeiras/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/keno-e-que-sobe-atletico-goianiense-1-x-3-palmeiras/#comments Sun, 15 Oct 2017 20:50:38 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5230

Aos 20 minutos, o lance que se espera do atual campeão contra o atual lanterna. Belo lance de Willian com Keno, e gol do artilheiro do Palmeiras no ano (em lance irregular, pelo empurrão de Dudu em Jonathan). Aos 40, outro belíssimo passe de Keno (em sua melhor atuação pela direita de ataque) deu no primeiro gol de Moisés no BR-17.

O Palmeiras definiu a vitória no primeiro tempo no calor de Goiânia. E já com mexidas e medidas práticas de Valentim. Trocou o 4-3-3 de Cuca por um 4-2-3-1. Mais compactado sem a bola em um 4-4-2 com linhas mais próximas. Ainda com dificuldade de aproximação entre os atletas com a bola. Mas com um desempenho técnico geral melhor do que nos últimos jogos. E sem Deyverson.

O Atlético chegou duas vezes com perigo no primeiro tempo. Duas boas defesas de Prass, na maioria dos lances criados em cima de Egídio. O Palmeiras soube cozinhar o jogo trocando bolas com paciência e filosofia de Valentim. O que Cuca exigia de verticalidade e intensidade, Alberto pede um jogo mais pensado e pausado. O que é melhor? O que vence.

É o que fez o Palmeiras aos 13. Belo lance de Willian para Keno fazer a terceira assistência no jogo para o gol de peixinho de Dudu.

Logo depois o melhor em campo foi substituído. O Palmeiras tirou o pé do acelerador. Ainda assim poderia ter goleado com resultado e desempenho muito acima do esperado, apesar da modéstia do rival.

Um pênalti desnecessário de Mayke (o milésimo cometido pelo Palmeiras em 2017) levou ao gol de cavadinha de Walter, aos 30.

Mais não pôde fazer o Dragão. Mais uma vez ficou a impressão que o Palmeiras poderia ter feito mais na temporada. Independente da pressão.

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Por mais lambretas no futebol. Vasco 1 x 0 Botafogo. http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/por-mais-lambretas-no-futebol-vasco-1-x-0-botafogo/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/por-mais-lambretas-no-futebol-vasco-1-x-0-botafogo/#comments Sun, 15 Oct 2017 00:31:27 +0000 http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5224 ESCREVE GUSTAVO ROMAN

O clássico carioca foi morno no primeiro tempo. Por características, as duas equipes marcavam muito, tirando o espaço do adversário e tentando forçar o erro para aí sim acelerar e definir a jogada da forma mais rápida possível. Com esse panorama, o jogo foi amarrado. Sem grandes emoções. Apenas uma oportunidade em finalização de Marcus Vinícius que Martin Silva defendeu sem problemas.

Com a lesão de Wagner, que foi substituído por Pikachu no intervalo, o Vasco ganhou força. Com sua dinâmica, força e velocidade, o lateral improvisado no meio de campo deu fôlego novo à sua equipe que passou a se postar mais no campo ofensivo. Já merecia estar em vantagem no marcador quando Nenê marcou, aos 24 minutos. No desespero, o Botafogo se lançou a frente. Contudo, o time de Zé Ricardo se mostra cada vez mais sólido na retaguarda. E cada vez mais próximo de uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Infelizmente, esse não foi o principal assunto do clássico. O jovem Paulo Vítor tentou uma lambreta no fim da partida. Drible para a frente. Em busca da área. Um recurso que poucos possuem. Imediatamente após o lance, quatro jogadores do Bota cercaram o garoto. Como se driblar fosse proibido. Como se utilizar de suas habilidades fosse um pecado mortal. Logo o Botafogo de Garrincha. Ídolo maior do clube e talvez o precursor desse tipo de ocorrência.

Não sei o que se passa na cabeça dos jogadores de futebol. Pode ser raiva ou ciúme de quem tem esse dom. Pode ser frustração por tentar e não conseguir fazer igual. Sinceramente, não entendo esse tipo de reação ridícula e deplorável. O bom e velho esporte bretão deve ser o único em que você não pode usar seu talento. Ou alguém imagina Roger Federer ser enquadrado por Rafael Nadal após uma deixadinha humilhante? Lebron James tomar uma dura do time todo do Orlando Magic porque deu um crossover (drible) e uma enterrada? Duvido muito. E isso torna ainda mais vergonhosa a atitude de hoje.

Por isso, acho que o STJD que perde tempo com coisas tão pequenas às vezes poderia e deveria começar a atuar nesses casos. No sentido de preservar o já tão escasso talento, o drible no nosso futebol. Seria uma grande oportunidade de derrotar esses brucutus limitados que se acham donos da verdade e da justiça. Do que pode e do que não se pode fazer dentro das quatro linhas. Enfim, fica aqui meu desabafo. Por mais lambretas. E por mais Paulos Vítors em nosso país.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a Análise do clássico de Gustavo Roman

 

PS: Mauro Beting escreve: não marcaria as mãos na bola pedidas. Lances difíceis, mas, para mim, bem interpretados.

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Cuca, ex-Palmeiras http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/cuca-ex-palmeiras/ http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2017/10/13/cuca-ex-palmeiras/#comments Fri, 13 Oct 2017 18:28:40 +0000 https://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/?p=5222 Antes de deixar o Palmeiras campeão (em novembro de 2016), Cuca imaginava um 2017 difícil. Também por isso não pretendia ficar. Troca de comando do clube, relacionamento complexo com Alexandre Mattos, perfil de possíveis reforços diferente da ideia dele. Menos do que o compromisso com a mulher, mas também importante, Cuca foi o melhor analista do ano que viria. E não veio mesmo.

Quando voltou, antes mesmo de assinar contato, ele previa ainda mais dificuldades. O time não estava legal. O elenco era diferente do de 2016. Ainda mais para Cuca. Nem a chegada de quem ele queria (Deyverson e Bruno Henrique), o afastamento ou distanciamento de quem ele não (Borja e Felipe Melo) deram o desempenho e resultado esperados – pelos outros, não por ele.

A cara de nenhum amigo e todos inimigos na apresentação se devia a um incômodo com o modo de como havia saído Eduardo Baptista. Resolvido com um telefonema ao antecessor. Mas outras questões não tiveram resposta. Ou deram errado. Como o dinheiro investido e/ou torrado no elenco que não rolou. E não deu nenhuma liga. Os que chegaram e os que foram campeões e parece que saíram com a faixa no peito.

Cuca fazia tudo certo em 2016. Parece que agora tudo dava errado. Não acertou a mão. As medidas que davam resultado agora eram apenas medidas exacerbadas. Muitas mudanças, pouca confiança. As apostas não vingaram. Os com sede de vingança ganharam até espaço, não os pontos. As escolhas foram infelizes. As convicções deram errado. Se é que havia alguma certeza além da incerteza. Moisés e Dudu não têm sido os mesmos. Gabriel Jesus faz ainda mais falta por tudo que falta a Borja. Mina jogou pouco e menos do que joga. Tchê Tchê jogou demais e pouco do que jogou. Vitor Hugo faz muita falta. Zé Roberto também. Guerra joga menos. Felipe Melo, também. Deyverson jogou demais da conta. Willian deu conta. Mas elas não fecham. E muito investimento para pouco retorno.

Não deu. Ainda o manteria no comando do elenco. Ainda o queria em 2018. Mas ele mesmo se sente aliviado agora. Sabia que estava mal. Não seria o que foi em 2016. Mas não pode ser só isso em 2017. Não era elenco para ganhar tudo com um pé nas costas. Mas também não era equipe para levar um pé onde levou em todos os torneios.

Não foi, Cuca. Mas pelo que você foi em 2016, a casa é sempre sua. Pelo que você é, um dos nossos, e dos melhores, estamos sempre aqui.

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