Blog do Mauro Beting

A maior festa do mundo é sempre a nossa
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Mauro Beting

Vascaíno não está ''copiando'' palmeirense na festa que este fez a Borja na apresentação de Luís Fabiano. Palmeirense não copiou cruzeirense na apresentação de Thiago Neves em BH. Nenhum deles copiou o rubro-negro na recepção a Diego em 2016, como nenhum deles emulou o são-paulo que recepcionou Lugano, no começo do ano passado.

Assim como a festa que farei para o meu mais velho quando ele chegar de viagem de estudos não será baseada na da amiga que fez o curso com ele. E todos os pais que irão receber seus filhos estarão lá com balões, beijos, abraços, cartazes, saudades, amores, chocolates, chibatadas, indiferenças e o que for, no fundo, não são diferentes.

É tudo amor, estúpido.

Não se mede. Ama.

Não é carência, falta do que fazer, desapego, apego excessivo, falta de educação, desemprego, o que for. É amor.

Não se mede. Não se cobra. Não se compara.

Deixa o vascaíno celebrar Luís Fabiano. Deixa o artilheiro fazer festa tão bacana como aquela que o recebeu no Morumbi lotado, no último regresso ao São Paulo.

Deixa ser feliz.

E deixa de ser chato, infeliz.

Vá você procurar o que fazer. E celebrar seus ídolos.

O Vasco precisa muito de Fabiano. E vice-versa.

Ele não é o mesmo. O Vasco não tem sido o mesmo.

Também pelos que o infelicitam há mau tempo.

Mas o artilheiro ainda pode se reencontrar. E tenho certeza que vai funcionar. Esse carinho todo anima. Esse apoio todo fara Luís Fabiano ser ainda melhor do que tem sido.


Chove gol em Manchester. City 5 x 3 Monaco
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Mauro Beting

O Monaco é das melhores coisas que aparecerem no futebol europeu. Compacto para atacar em um 4-4-2 vibrante, com Bernardo Silva brilhando com canhotinha inspirada pela direita, e Lemar como o Douglas Costa francês pela esquerda. Construtores do primeiro e do terceiro gol de Falcão, este um golaço (minutos depois de ele ter recuado para Caballero um pênalti sofrido e bem marcado, ainda que com atraso).

Estava 3 a 2 para o Monaco em Manchester. Deveria estar 4. Mas Falcão errou. Como Stones bobeou no segundo monegasco, no belo sprint de Mbappé, o chamado ''novo Henry'', e que pode ser mesmo algo como isso. Complementando mais um belo passe do volante e lateral Fabinho, que já havia levantado na área o primeiro empate, no belo peixinho de Falcão. Stones que seria driblado como se eu fosse o zagueiro no golaço de Falcão, e não como um zagueiro de 48 milhões de libras.

Fal-ca-ô como é chamado na França. Mas o caô não acabou. O Monaco sabe fazer gols com Falcão, sabe armar com Bernardo Silva, sabe desarmar com Bakayoko, sabe atacar e cruzar muito bem com os laterais Sidibé e Mendy. Todos jovens e talentosos. Todos que merecem todos esses aplausos. Mas a zaga não teve Jemerson. E falhou demais.

Mas o City teve Aguero. O que estaria na reserva de Gabriel Jesus não fosse a lesão. O senhor atacante que não vinha bem. Mas fez dois. Passou a bola do terceiro. E foi tão bem quanto David Silva. Fato que ganhou um gol na falha terrível de Subasic. Fato que só ganhou o lugar que ainda pode perder pelas ideias de Pep. Mas são nos jogos grandes, enormes como esse, que talentos se mostram. Como Aguero. E mesmo Pep. que vai se reecontrando no 4-1-4-1 que dá liga. E ainda pode dar A Liga.

Como Stones, em apenas 45 minutos, deixou de ser vilão para o autor do gol da virada da virada.

Futebol é demais.


Burrice única. Burrice transmissível em Atletiba não jogado.
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Mauro Beting

Sou suspeito. Profissionalmente suspeito para defender os interesses feridos com a não realização do clássico paranaense.

Mas sou menos suspeito, e menos infeliz, que o presidente da Federação Paranaense de Futebol, que depois de uma hora de desrespeito ao torcedor e atletas, cancelou o Atletiba pela presença ''irregular'' de profissionais ''não credenciados'' em campo…

Sou suspeitíssimo para dizer como teria sido legal, interessante, refrescante, rejuvenescedor, edificante, moderno, democrático e muitos outros elogios o primeiro clássico transmitido pelas páginas oficiais dos clubes, que não aceitaram a proposta da emissora que ajuda demais os clubes e o futebol brasileiro. Mas não é a única ''mecenas''.

Os motivos (ou falta) deles para o cancelamento do jogo são risíveis para não dizer deploráveis. A falta de tato e de tudo do cartolinha da FPF que reza pela cartilha não escrita do futebol brasileiro mostra o desserviço que têm sido as federações estaduais. Elas não ajudam o Estado, a federação, os clubes (única razão da própria existência deles), os torcedores, o futebol.

Não é questão de destronar quem manda. É de respeitar quem manda – o futebol. O torcedor.

No dia em que mais um torcedor foi assassinado, quando se discute a inominável ''torcida única'' como a burrice única do cartola da FPF (QUE SE PERCA PELO NOME), maravilhoso ver atletas, comissões técnicas e até dirigentes de Atlético Paranaense e Coritiba se unindo em torno do entendimento, da concórdia, de interesses comuns e, por tabela, do respeito e da paz. E não em termos jurídicos, legais ou até mesmo legítimos.

 

 

 

 


A única torcida única que vale. A por Camacho. 
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Mauro Beting

Camacho, muito provavelmente você e Moisés se enfrentariam muitas vezes em Itaquera, nesta quarta. Certamente um duelo de ótimo nível e muito leal. Os dois sabem jogar. Respeitam e se respeitam. Como deve ser o futebol. Como é o Dérbi paulistano que, em maio, completa 100 anos. 

Em janeiro passado não imaginaria escrever isso de você e de Moisés. Vocês cresceram pelo talento que ganharam e pelo que conquistaram em campo. Dom que veio dos pais. Pais de Camacho que sofreram acidente doméstico no domingo. Pai que Camacho perdeu. Mãe que está no hospital com o irmão. 

Não há nada que se possa escrever, Camacho. Nada. Muito menos imaginar o que você está passando e sentindo. Além da oração e dos melhores pensamentos para quem não gosta de rezar, apenas o sentimento de filho, irmão e de pai. Imaginar que no clássico de Itaquera só terá uma torcida porque corações de titica preferem matar a viver pelo futebol. Bandoleiros que desuniformizaram estádios e ruas nesse estado de sítio que leva as autoridades incompententes do despudor público a adotar a ''torcida única'', que não é torcida, é burra como pensamento único, é falácia e falência. Institucionaliza a intolerância. Deseduca. Depaupera. Deprime. 

Pais que não podem levar filhos. E um filho como você que perde o pai agora. Desculpe falar de torcida única agora. Mas, Camacho, agora todos os corintianos, palmeirenses e outros torcedores torcem pela sua família. Essa é única. Essa é por amor, não por dor, nem temor. 


Mina fica até a Copa! Moisés fica sem Libertadores? Linense 0 x 4 Palmeiras
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Mauro Beting

A ótima notícia. Palmeiras acerta a permanência de Mina até a Copa de 2018. Depois ele segue para o Barcelona. Vitória do clube, que tinha tudo para perdê-lo agora, em julho de 2017.

A pavorosa notícia. Moisés pode ficar muito tempo fora. E ele é imprescindível para o Palmeiras que ainda vai demorar para se acertar plenamente sem os melhores da equipe tática e fisicamente, como ele e Tchê Tchê.

A boa filosofia de trabalho e de montagem do grupo: com um elenco recheado em qualidade e quantidade, desfalques graves não pesam tanto. Vale a pena ter tanta gente (e boa) no grupo à disposição de Eduardo.

O resultado se viu em Araraquara. 4 a 0 no fraco Linense. E, se fosse o dobro, não seria absurdo. Mesmo perdendo Moisés, Michel Bastos foi bem de novo por dentro, Keno foi um Kelvin mais consistente de novo pela direita, Raphael Veiga fez belo gol e vai se soltando, Dudu foi o melhor, e Mina voltou como se não tivesse saído do time.

Mas Moisés merece todas as preces palmeirenses nas próximas tantas horas.

 

 


Pouco. Mas suficiente. Audax 0 x 1 Corinthians.
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Mauro Beting

O caríssimo Maurício Noriega, no Sportv, chamou de ''risco Audax''. Prefiro ''custo Audax''. A obsessão pela bola que implica saídas precipitadas, ou pensadas até demais. Exageros desde o goleiro que geram bonitos lances, cada vez mais dribles de bons jogadores muito bem dirigidos. Mas falhas difíceis de serem digeridas. Como a do bom zagueiro Felipe Rodrigues, que extrapolou na saída de bola, levou o bote de Camacho (talvez o melhor corintiano em Osasco), e a bola sobrou para Kazim ser cirúrgico. 1 a 0.

Leo Jabá não foi preciso como o turco nas muitas chances que teve. Mas deu dinâmica pelos lados a um Corinthians com bons resultados, muito melhores que as pálidas e modorrentas partidas da equipe. Se o sistema defensivo está cada vez mais encorpado, com Gabriel protegendo bem a entrada da área, e Balbuena e Pablo se dando muito bem para começo de conversa, ainda falta muita coisa. Algo que Jadson não conseguirá resolver em pouco tempo. Tempo que não se dá a qualquer treinador no Brasil. Mesmo ganhando jogos difíceis.


Torcida única me faz concordar com Eurico Miranda 
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Mauro Beting

Vasco não quer torcida única no Rio. Eurico diz que perde por WO se houver apenas uma torcida em estádio de sítio de futebol. 
O MP do Rio conseguiu unir meu pensamento com o do presidente vascaíno. 

Torcida única é a institucionalização da intolerância. Falência absoluta do despudor público. Tragédia da vida privada. As autoridades sem autoridade combatendo a violência pedindo para que as pessoas fiquem em casa. Se possível abaixadas, evitando as balas tão perdidas quanto as autoridades. 

Torcida única não educa. Não cria o contraditório. Não ensina a ganhar, perder e empatar. É uma situação derrota-derrota do futebol.  


Cruzeiro vai dar time e já dá jogo
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Mauro Beting

Volta Redonda é time encardido. Em casa não perdia desde abril de 2016. Perdeu para o Cruzeiro por 2 a 1. Placar que se fosse o dobro não seria absurdo. 

Mano faz o que prometeu. Começa a arrumar a casa e dá ao meio e ataque liberdade para encostar, aproximar, gerar jogo. Com movimentação e velocidade. Boas tramas, muitas chances criadas.  

Está dando time mais cedo do que eu imaginava. 


Ufa! Palmeiras 2 x 0 São Bernardo.
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Mauro Beting

Foram 14 chances criadas pelo campeão brasileiro. É bastante. Foram seis do bem montadinho e abusado time de Sergio Vieira. Não é pouco. Mas ainda falta muito ao time de Eduardo Baptista. Mas não tanto quanto se corneta o novo treinador palmeirense.

Ele só teve Mina no banco agora. Moisés enfim, voltou, e bem. Borja só na Libertadores. Tchê Tchê faz muita falta na contenção e na dinâmica. Róger Guedes ainda não voltou ao bom nível dos jogos iniciais. Guerra desta vez cansou – normal. Felipe Melo ainda é mais GIF e memes que o muito que pode aportar, mas melhorou com todo o time no segundo tempo, quando Michel Bastos e Raphael Veiga deram mais jeito à equipe que pode reclamar pelo menos mais um pênalti não marcado.

Mas é tudo ainda embrionário. Qualquer análise será precipitada. Mas com o time que tem, o elenco que tem mesmo com os desfalques, um pouco mais de bola se espera. E mexidas mais rápidas do treinador.

Hora de esperar.
PS: Eu não tenho sido muito palmeirense nos últimos tempos. Eu confiava na vitória contra o São Bernardo. Sem contestar. Não busquei na escalação do rival algum EX que jogaria como Messi contra nós. Não quis saber se o Rodolfo era aquele atacante de 2014 – não era. Não me preocupei quando Patrick Vieira entrou no segundo tempo – mal entrou. 

Não tenho sido muito palmeirense. Não suspiro por Cuca – embora não quisesse que ele tivesse saído, e sei que um dia ele volta. Mas não agora. Não grito por ele. Não é o caso. Não é como cantar Filpo ou Brandão, Luxa ou Felipão. Não precisa gritar o nome dele. É hora de dar mais tempo a Eduardo Baptista. O primeiro filho de treinador do Palmeiras que treina o clube. 
É ele quem define o time, embora ainda não tenha definido uma equipe. É ele quem assina nosso conteúdo, embora eu não assine embaixo o que ele tem feito. O que eles fazem por ele. 

Não tem Tchê Tchê, Borja e Mina. Só agora tem Moisés. Tem tido teimas desnecessárias. Tem elenco para suprir ausências. Tem como criticar. Mas não como se fosse um time há 21 anos sem título. 
São dois meses de fila. Não buscamos Ex para nos mortificar. Não perdemos pontos inexplicáveis – mas críveis para quem é do nosso credo.  

Pedir calma e paciência para palmeirense dá tão certo quanto escalar Roman e Darinta na zaga. Saga de alviverde é golear por 8 a 0 e reclamar o porquê de não ser 9. 

É nosso. Mas vamos gritar mais pelos nossos. Vamos deixar os ídolos um pouco de fora. Vamos ajudar o treinador a acertar a mão e, o time, o pé. 


Modernismo. Santos 1 x 3 São Paulo.
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Mauro Beting

Renato Rodrigues, em seu blog, exaltou os conceitos e práticas de Dorival Júnior (já muito e devidamente reconhecidos) e de Rogério Ceni (rapidamente a caminho de tudo isso). Foi o que se viu em campo na Vila. Na primeira vitória tricolor por lá desde 2009. Quando Ceni fazia seus gols e evitava os dos outros. 

Desta vez não conseguiu evitar que Copete abrisse o placar para o Santos que começava como jogou outras partidas nos últimos meses. Posse de bola, deslocamentos, intensidade, agressividade. Mas veio uma falha de Zeca e pênalti convertido pelo São Paulo. Não foi apenas o erro infantil. Foi um Tricolor maduro. Sabia o que queria e como fazia. 

Saberia muito mais com Luís Araújo, no segundo tempo. E com o bote para roubar a bola de Lucas Lima no meio e partir para o golaço da virada. Sacramentado em bom lance de Araruna com Luís Araújo no terceiro. 
Renato fez muuuuuita falta a Dorival Júnior. 

Baita vitória do São Paulo. Chata derrota do Santos. Ponto. É tudo muito cedo. Ainda mais para criticar. Bastante para enaltecer. 

Mas com pouco tempo, e ainda não todo o elenco, Rogério vai mostrando que vai dar jogo e time o que pretende. 

Como queríamos demonstrar nesse teorema que não é tão difícil de entender.