Blog do Mauro Beting

Mão de Jô, pênalti no Jô, o jogo do juiz. Corinthians 1 x 0 Vasco.
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Mauro Beting

Jô meteu o braço na bola que provavelmente seria gol de Marquinhos Gabriel (que jogou tudo que não tem jogado Jadson) na frente do assistente adicional que não assiste o árbitro, não assiste ao lance, e não adiciona. Romero ainda entregou a irregularidade do corintiano que tanto enalteceu Rodrigo Caio ao dedurar o erro no Majestoso recente, pelo SP-17. O paraguaio ficou olhando para o árbitro a mais que nem isso observou. Preferiu lavar as mãos e borrar o apito que erra mais um lance capital do futebol do Brasil.

Como o árbitro errou ao não marcar um pênalti no mesmo Jô na primeira etapa em que o Corinthians foi um pouco melhor do que o Vasco. Lance também na frente dele. Uma vitória que seria merecida mesmo sem outra grande atuação e, infelizmente, será mais comentada por outro erro daqueles típicos da arbitragem mundial.

O jogo é cada vez mais rápido e ríspido. Cada vez mais difícil de apitar. Mais corrido do que jogado. Mais acelerado e celerado do que bem bolado e pensado. Fica mais difícil para o árbitro. Para todos eles. Ainda mais com quase todo mundo de costas para eles. Dando de ombros aos erros. E quase todos querendo meter a mão na regra, na bola, na boa, na bolada.

O Corinthians ganhou o clássico pelo que jogou, pelo que tem jogado (embora já tenha jogado muito mais), e por aquilo que a arbitragem ajudou no gol de Jô, e antes tinha prejudicado no pênalti de Jô.

Não tem esquema para um ou contra o outro. Tem incompetência. Despreparo. Pressão. Amadorismo. Erro humano. Por mais desumano que acabe sendo.

O que tem é o Corinthians ampliando a vantagem no campeonato que Grêmio, Santos e outros rivais não querem mesmo ganhar.


Que preguiça! Flamengo 2 x 0 Sport.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A vitória do Flamengo era importante e até previsível diante da má fase do adversário. Rueda escalou o time num 4-2-3-1 com Márcio Araújo e William Arão como volantes. Gabriel aberto na direita. Diego como meia central e Everton Ribeiro na esquerda (numa clara sinalização que o treinador pode abrir a competição pela vaga do setor) e Guerrero na referência. Luxemburgo espelhou taticamente o Sport. Patrick e Rithelly na cabeça da área. Wesley centralizado. Lennis e Osvaldo nas extremas. André no comando do ataque.

Os visitantes começaram melhor. Até porque aproveitavam os espaços deixados pela falta de recomposição defensiva de Gabriel pelo setor esquerdo de ataque. Principalmente com a boa chegada do volante Patrick, que ameaçou Muralha em duas finalizações. Só que logo aos oito minutos, Everton Ribeiro, muito a fim de jogo, achou Trauco. O peruano cruzou. Magrão espalmou para frente e Guerrero, oportunista, marcou seu vigésimo gol na temporada.

O time carioca passou então a controlar a partida. Tendo muito mais a posse de bola e ganhando os rebotes. Luxa sentiu o time em dificuldades e tentou mudar. Abriu Wesley na direita para dar um pé a Raul Prata na marcação a Everton Ribeiro. Centralizou Osvaldo. E pôs Lennis na esquerda, tentando fazer com que o colombiano entrasse no jogo. Rueda respondeu invertendo Gabriel e Everton Ribeiro de lado. Apesar do evidente domínio, o Fla finalizou pouco. E assustou menos ainda o goleiro Magrão. Até porque Diego tinha mais uma atuação bem abaixo do que pode render (Alô, Tite). Assim como Arão e Gabriel.

O Sport voltou com Thallysson no lugar de Lennis. Tentou equilibrar a batalha no meio de campo. Não funcionou. Em dez minutos, os donos da casa chegaram duas vezes. A primeira com Diego. Magrão fez ótima defesa e salvou a pátria pernambucana. A segunda com Everton Ribeiro, que bateu raspando a trave esquerda.

Aos 18 minutos, Patrick foi expulso pelo árbitro após cometer falta (de cartão amarelo) em Márcio Araújo. Exagerou na reclamação e acabou levando o vermelho. Imediatamente, Luxa tirou o amarelado Rithelly e pôs Anselmo em campo. Na sequência, tentou ganhar velocidade nos contra-ataques ao sacar Osvaldo e colocar Rogério. Reorganizou seu time num 4-4-1.

Com a vantagem numérica, o Flamengo que já havia dado sinais claros de preguiça no fim da primeira etapa desacelerou de vez. A ponto dos visitantes assustarem duas vezes. Ambas com Rogério. Em lances que a retaguarda do Rubro-Negro carioca ficou só olhando.  Rueda pôs Berrío e Lucas Paquetá nas vagas de Arão e Diego. O ritmo do confronto não se alterou. Mas o Fla pelo menos não foi ameaçado.

Quando tudo levava a crer que a partida terminaria mesmo um a zero, já nos acréscimos Berrío fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Everton Ribeiro. Ele testou firme e acabou com o jogo. Um prêmio a um dos poucos atletas que se esforçaram os 90 minutos. Sem preguiça. Uma vitória importante, que recoloca os cariocas (mesmo que momentaneamente) no G-4 do campeonato. Mas que deixa uma pulga atrás da orelha do técnico e dos torcedores. Era mesmo necessário sofrer diante de um oponente com menos um jogador?

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 


Com reservas. Botafogo 2 x 0 Santos.
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Mauro Beting

O Botafogo segue sendo a melhor surpresa do futebol brasileiro desde agosto de 2016. Desde Jair Ventura no banco. Ao deixar o RJ-17 de lado para priorizar a Libertadores e seus quatro jogos a mais nas fases preliminares, o Fogão se preparou para o que está fazendo. E muito bem. Inclusive vencendo o Santos que só tinha Vanderlei de titular.

Como, de fato, nos últimos jogos da bela sequência invicta de 17 partidas, o Santos parecia ser Vanderlei e mais 10. Fossem quais fossem. Mas nem ele conseguiu evitar a derrota justa para um rival que segue se superando.

 


Marcelo Rezende
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Mauro Beting

Marcelo Rezende eu lia na Placar. Ótimo repórter esportivo. Esperto e com espírito de manchetar que o Flamengo queria Maradona no auge do gênio gringo. Toda a imprensa foi na dele. Claro que não havia como comprar. Nem desmentir que o Flamengo, como qualquer clube do mundo, queria Maradona.

Coisa do Marcelo com quem pouco conversei. Quase nada vi no auge maradoniano dele. O que adoro o irmãozão Datena que tanto me ajuda na condução de programas que não gosto eu não batia com o Marcelo. O jeito de falar, a voz, o ritmo. Não gosto. E desgostava ainda mais pelo desperdício de grande repórter que é. Como o Bial fazendo BBB. Como o Leifert. Desperdícios.

Mas, e daí? Eles têm os motivos deles. Milhões de motivos. E devem ser respeitados. E mesmo admirados pelas escolhas ousadas. Como a decisão de Marcelo a respeito do tratamento do câncer incurável. É algo que só cabe a ele. Precisa ser respeitado. Ainda que lamentado. Como eu lamentava o programa dele. Mas era obrigado a respeitar pelo tanto de gente que o assistia. E que o adorava.

A imagem que vou guardar dele é a que amigos e colegas têm dele. Meu pai e a mãe de meus filhos tiveram quando trabalharam com ele: um cara legal. Um colega leal.

É o que a gente leva. É o que precisamos ter em vida e na morte com todos: respeito.


Expedito x expertise dos espertos: é preciso dar uma geral na torcida das arenas.
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Mauro Beting

Sei pela @colunadoflamengo que seu Expedito nos deixou nesta sexta. Ele é um que ainda conseguia frequentar os estád, opa, as arenas brasileiras mais caras e modernas, não necessariamente mais ricas e vivas. A gratuidade tão cara a gente como ele e tão custosa aos profissionais e remunerados dos clubes. Barato que sai caro. Mas que é impagável como foi a geral do Maracanã. Como é o futebol que nasceu com a elite e parece querer voltar a ela. Ou só a ela nos está, opa, arenas.

Não sei de contas. Mas tem gente brincando de faz de conta com os fãs que contam dias e dinheiros para ainda apoiar o Flamengo como seu Expedito. Aquele que, como explica o próprio nome, é ligeiro. É ágil. É esperto. Na melhor acepção.

O futebol não pode deixar os Expeditos morrerem nas catracas dos expoentes das expertises e planilhas. A arquibancada ainda vive. Ainda que morra um pouco sem o Expedito rubro-negro. Mas, de fato, de todas as cores e credos que precisam levantar a bandeira do estádio para todos e para tudo.


Tite chama. Final das Eliminatórias.
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Mauro Beting

Goleiros: 
TROCARIA Cássio (Corinthians) x Vanderlei (Santos). 
Alisson (Roma)
Ederson (Manchester City)

Eu ainda confio muito em Diego Alves, apesar do início instável no Flamengo. Não tem como hoje (e desde 2015) não levar Vanderlei, apesar da ótima fase de Cássio. O santista há muito merece ao menos um chamado numa Seleção que até em Muralha já apostou. Alisson está cada vez melhor na Itália, e jogando como titular. Ederson cresce na meta do City e tem mais potencial que os demais. 

Zagueiros: 
Jemerson (Monaco)
Marquinhos (PSG)
Miranda (Inter de Milão)
Thiago Silva (PSG)

Jemerson já merecia mais oportunidades desde o Galo. Rodrigo Caio caiu muito de produção. Geromel está lesionado. Gil ainda corre por fora. 

Laterais: 
Daniel Alves (PSG)
Danilo (Manchester City)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Marcelo (Real Madrid)

Fagner segue atuando bem. Danilo tem sido usado até como zagueiro por Guardiola, embora seja reserva do ótimo Walker como ala ou lateral pela direita. Vale o teste. 

Meio-campistas: 
Casemiro (Real Madrid)
Fernandinho (Manchester City)
Paulinho (Guangzhou Evergrande)
Renato Augusto (Beijing Guoan)
Philippe Coutinho (Liverpool)
Willian (Chelsea)
Diego (Flamengo)
Arthur (Grêmio)

Fred (Shaktar Donetsk)

Giuliano vinha sendo ótima opção. Versátil, pode fazer várias funções. Assim como Fred, que também tem experiência internacional. Mas nenhum parece ter tanta bola quanto Arthur. O tempo dirá. Jogador para atuar no Barcelona. Merece -e muito – o chamado. 

Atacantes: 
Diego Tardelli (Shandong) 
Gabriel Jesus (Manchester City)
Neymar (PSG)
Roberto Firmino (Liverpool)

Ainda eu apostaria outras vezes em Douglas Costa. Mas é válida a chance para Tardelli. Gosto muito do artilheiro e da versatilidade dele para atuar do lado, também. No mais é isso. Firmino ainda está à frente de Jô, que tem atuado muito bem.


Esse Arthur. O tempo dirá.
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Mauro Beting

Sumiu por razões que só a internet explica o texto em que eu falava da melhor revelação do BR-17. O Arthur do Grêmio. Desse Grêmio que, desde o BR-81, conquista o Brasil, Copas, América e até o mundo driblando previsões e imprecisões. ''Esse Arthur'' que foi trending topic do Twitter aqui no Rio. Assim mesmo. ''Esse'' tal de Arthur que, se fosse do Flamengo ou do Corinthians, a mídia já teria esquartejado o Tite por ainda não o ter convocado. E já ter bola de gente grande para cogitar essa hipótese que, se sou o Barcelona, já pensaria com muito cuidado. Até para eu não escrever o que manchetei acima. Falo sério. Arthur tem como jogar em 2018. Na Rússia pelo Brasil. E com estilo que casa com a class catalã. Mas o tempo dirá que ele vai longe. Como esse Botafogo segue indo longe demais. Jair aventurou-se mais ao ataque do que foi contra o Flamengo. Tira leite e bola de pedra. Como Arthur tirou a espada na mitologia. Você sabe a história. E essa história do ótimo Grêmio de Renato passa muito por esse Arthur que acerta os passes. Acerca o time. Arruma a meiuca. E garante um Grêmio forte até sem Luan e Geromel.


Foi bom, mas tinha como ser melhor. Barcelona 1 x 1 Santos.
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Mauro Beting

O primeiro tempo foi mais do Barcelona que do Santos. Ou mais do mandante que do visitante. É assim Libertadores. Torneio de mata-mata. E com todos os cuidados com o tal gol ''qualificado'' que desqualificou esse tipo de confronto. O visitante joga por uma bola e o mandante não se joga tanto por medo do gol do visitante que pesa muito. Na segunda etapa, Bruno Henrique fez mais uma vez toda diferença. Com dois minutos abriu a contagem e enorme vantagem santista. Com ele, os principais contragolpes santistas poderiam trazer a vaga praticamente assegurada. Mas Levir, de novo, de velho, deixou o Santos muito atrás. Recuou e abdicou do contragolpe. Plantou-se excessivamente atrás. Ou deixou o rival pressionar e se sentir ainda mais em casa. Numa dessas chegou ao empate. E o Barcelona só não virou por mais obras e graças de Vanderlei. Outra vez essencial para manter o ponto, o empate com o gol, é essa sequência de placares melhores que a encomenda para o Santos. Resultado que é sempre bom em Libertadores. É ótimo para o único invicto. E dá ainda mais favoritismo para o Santos na volta. Jogue como jogar.


Não é obrigação. Corinthians 1 x 1 Racing
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Mauro Beting

O decepcionante empate em Itaquera contra a Academia da Argentina doeu pela vantagem concedida ao time de Avellaneda. Pela falha rara de Cássio nos últimos ótimos tempos corintianos. Pelo segundo tempo fraco do time de Carille. Por tudo aquilo que faça certo e, agora, não.

Pelo ataque que já não é tão eficiente. Pelo sistema defensivo que já não é aquele. Pela vantagem no Brasileiro que não é tão exuberante.

Mas é ainda importante. Ainda vale muito. E exige paciência e reflexão. Dentro e fora de campo.