Blog do Mauro Beting

Pobre rico. Palmeiras 1 x 0 Barcelona (4 x 5).

Mauro Beting

Na escala Wesley de vaia do Allianz Parque (brilhante sacada de Freddy Júnior da Jovem Pan), Egídio não poderia ter batido pênalti algum. Embora tenha cobrado as 982 faltas laterais em 90 minutos, e alguns dos 391 escanteios do time de Cuca, que seguiu muito espaçado com a bola, e pouco compactado sem ela, o palmeirense confiaria mais em Marcelinho Carioca batendo aquele pênalti que o lateral que não tem jogado bem.

Mas, segundo o treinador, teve gente que não quis bater… E isso acontecia até com Pelé. Sobrou para Egídio.

O Palmeiras já havia perdido dois de seus melhores (Mina com 38 minutos e Dudu aos 30). Não tinha 100% o craque da Libertadores de 2016 – Guerra. Nem o artilheiro do ano – William. Só pôde escalar (depois de cinco meses) seu melhor jogador em 2016 no intervalo. E foi ele quem armou o belo lance que Dudu acertou em sua primeira jogada para o golaço do mesmo Moisés, aos 5 minutos do segundo tempo.

Muito mais não fez o Palmeiras. Como já havia acontecido no primeiro tempo mais picotado pela arbitragem que bem jogado pelas equipes – e principalmente pelo dono da casa. No 4-2-3-1 que foi bem contra o Botafogo, faltou o melhor de Dudu, sobrou nervosismo, espaço atrás e passe errado tanto quanto várias ligações diretas do time de Cuca.

No segundo tempo, com Moisés e o golaço, o Palmeiras foi um pouco melhor. Mandou um balaço no travessão com Keno, aos 17. Mas recebeu outra bola na trave, teve um pênalti marcável de Edu Dracena sobre Alvez, e, no final dos 90, para não dizer 180 minutos, viu o rápido é perigoso Barcelona ser melhor do que o Palmeiras. Mesmo não sendo. Demérito geral.

Ainda mais para tanto investimento. Errado ou que não deu certo?

Papo para outro dia. Enquanto bato palmas para o Barcelona que honrou o nome.

 

Veja a análise de Gustavo Roman