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Pedro Rocha é redundante como Tricolor na Copa do Brasil. Galo 1 X 3 Grêmio

Mauro Beting

24/11/2016 07h11

Grêmio compacto no campo e no abraço. O melhor time venceu o melhor elenco

Pedro, em grego, significa "rocha". Pedro Rocha seria expressão redundante. Quase como "Grêmio campeão da Copa do Brasil" até 2001. Quando um 3 a 1 fora de casa contra um rival alvinegro técnica e teoricamente mais forte fez o eventual favoritismo do Corinthians virar pedrinha. 

No Mineirão, ainda que 50 mil gritassem que acreditavam quando o gigante Pedro Rocha foi expulso infantilmente aos 21 do segundo tempo, depois de dois belos gols, e mais ainda quando Gabriel fez gol de Fred ou Pratto aos 36 para diminuir a desvantagem atleticana, o jogo foi tricolor. Do time que trabalhou melhor a bola como Maicon achou Pedro Rocha para desconectar Gabriel e abrir o placar. Da equipe que com Renato manteve o melhor do ótimo trabalho de Roger, e ainda resgatar o maior das conquistas tricolores: alma. 

A que levou outra rocha e outro Pedro a avançar como lateral, cruzar como ponta, e dar a Everton o terceiro gol como ídolo que é Geromel. Pedro Geromel. 

O bom senso que faltou a Pedro Rocha ao tirar a camisa depois de tirar pra dançar a zaga mineira na saga do segundo gol, aos 9 finais, pareceu saudável loucura de Geromel para dar o bote e sprint final quando o regulamento, o bom senso, o cansaço e o futebol pediam o resguardo como sólida rocha que é Geromel. 

Pra que tentar um último ataque com um homem a menos? Se é que com um cara como esse você tem um homem a menos na batalha? 

Geromel foi pela direita como se fosse um Tesourinha. Um Tarciso. Um Paulo Nunes. Cruzasse como um Arce. Vibrasse e decidisse como um Renato. O ponta e o técnico. O Portaluppi e o Gaúcho. Ou melhor. O gremista. 

O que Falcão não teve tempo para ser no Inter em 2016, Renato é tudo e muito mais no maior favorito ao título contra o Galo que teve Victor para evitar algo ainda pior, teve Gabriel para fazer boas coisas atrás e à frente, e Cazares como símbolo de que o talento precisa servir o time. E quando o time não consegue trabalhar como time, as estrelas não desenham constelação. São apenas constatação de um buraco negro que suga energias. E dois títulos que eram possíveis. 

Um já foi. O outro está indo. Parando em lugar mais do que merecido. 

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Sobre o Autor

Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 17 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 28 anos por ser torcedor há 52. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério

Sobre o Blog

O blog fala, vê, ouve, conta, canta, comenta, corneta, critica, sorri, chora, come, bebe, sofre, sua e vive o nosso futebol. Quem vive de passado é quem tem história para contar. Ele tem a pretensão de dar reload no que ouvi e li e vi e fazer a tabelinha entre passado e presente para dar um toque no futuro.

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