Blog do Mauro Beting

Cada jogo tem sua… Atlético-GO 1 x 2 Flamengo.
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Mauro Beting

Para simpósio a diferença entre o que foram os jogos de Atlético Goianiense x Flamengo no Serra Dourada. Na segunda rodada dos pontos corridos, no sábado, baile carioca. No jogo de volta de mata-mata, quase o Dragão espeta um dos maiores favoritos a tudo no Brasil.

Deu a lógica. Mas quanta coisa muda de um jogo a outro. Não só cada partida tem sua história. Tem seu regulamento, também.  

Veja a análise de GUSTAVO ROMAN


Ufa parte 3. Palmeiras 3 x 1 Tucumán.
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Mauro Beting

Teve gol no final do jogo do Palmeiras na Libertadores. De novo. Do velho Zé Roberto. O segundo atleta mais antigo a entrar em campo na história da competição. Zé que teve de correr e sofrer quase todo o jogo. Palmeiras cedeu muito espaço nas duas laterais. Duas bolas na trave. Um gol mal anulado do bravo Tucumán. Onze chances argentinas contra 18 palmeirenses. É muito. Um jogo emocionante. De novo emocionante demais pelo que o Palmeiras tem deixado de mostrar. 

Mas, desta vez, a emoção não foi tão absurda e abusada como havia sido contra Wilstermann e Peñarol nas noites de Eduardo Baptista. Foi bem Cuca. Ao estilo do Galo Doido campeão da América de 2013, do Porco Louco campeão do Brasil de 2016. Jogadas bem ensaiadas na frente. Boas trocas de bola. E um colossal Mina nas duas áreas. Mesmo com tantos erros defensivos de um time ainda descompensado e desequilibrado. 

Só que o jogo que o Palmeiras fez ficar mais uma vez emocionante além da conta teve o final mais do que feliz por graça do lateral que estava lá na ponta esquerda. Aos 47 do segundo tempo. Para dar chicotada de quem sabe. De quem já viu tudo. E segue dando tudo para todos.
Zé merecia esse gol que desafogou um torcedor que tem sofrido demais. Ainda mais pela qualidade e quantidade de jogadores que tem o Palmeiras. Guerra foi muito bem – como Thiago Santos. Róger Guedes, também. Borja, ainda não. Não tem sido a solução que William, mais uma vez, foi. Como Cuca, mais uma vez, mudou o 4-2-3-1 por um 4-3-3 que deu resultado no final. 

Como Zé segue dando resultado. No final dos tempos, ele parece sempre um principiante. Um exemplo para um Palmeiras que precisa saber manejar melhor os tempos. 


Mesa redonda de futebol x  sofá do Superpop
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Mauro Beting

Olhe para o seu lado na firma. Olhe para a sua frente na classe. Olhe para o banco da frente do boteco. Olhe para o seu sobrenome e veja se não tem alguém com quem você não bate. Pense se tudo é irmão, amiguinho, coleguinha, parça. 

Claro que não é. E nem precisa ser. Questão de química. Física. Algo que, com educação e respeito, a gente tira de letra. Mesmo que a mídia sem modos coloque em pauta e na moda essa mania de crise em  tudo. 
Prancheta chutada, treta em treino, racha em rachão, ruína e ruídos vazados. Será que é pra tudo isso mesmo?

Time bom, ou melhor, equipe ótima, ninho de cobras, só se une mesmo para dar volta olímpica. Palmeiras 93-94 e Corinthians 99-00 e Flamengo 00-01 são excelentes provas. Claro que ranhuras dividem. Corinthians-85 e Palmeiras-86 também não foram vencedores como poderiam pelas patotas que subtraíam. 

Em dias de vazamentos de vestiário, áudios e segredos compartilhados, intimidades devassadas, e fontes depravadas, tudo se explicita. Mas se explora além da conta da rede social. Nada se explica e nem se justifica perdermos mais tempo com nada. Com situações que já foram contornadas ainda que confirmadas. Com discussões que aconteceram. E seguirão acontecendo. É da vida. É do futebol. Não pode ser tanta futrica. Fofoca. Fuxico. 

Nelson Rubens assumiu a pauta do esporte. O sofá do Superpop virou mesa redonda. Emerson Leao e Lobo Zagallo foram trocados pelo Leão Lobo. Leo todos os Dias faz a gente ler e não se informar. 

Não é brigar com a notícia – que existe ou já passou. É digladiar com o que de fato importa. No mundo bundalizado do BBB, tudo é notícia – sobretudo nada. Na mídia caçaclique, mais ainda. Não sabemos 1% do que se passa em um clube. E parece que sabemos menos que isso quando devemos tentar buscar a melhor versão possível dos fatos. E entender que uma discussão de vestiário e uma treta de treino deve na maioria das vezes ficar por lá. Ser jogada no balde marrom. Não nos potes de reciclagem básica de nossa usina de compostagem de pautas. 

Eduardo Baptista tinha todos os motivos para ter aquele desabafo no Uruguai. A imprensa fala cada vez mais de futebol e cada vez menos do jogo. Separamos o joio do trigo e publicamos o joio. Só pra ter um ''joinha'' na nossa página.  Em nome e número dos índices de audiência. Dando mais bola pros índices que para a audiência. 

A gente já volta, espero, depois da mensagem dos nossos anunciantes. 


Treino. Santos 4 x 0 Sporting Cristal. 
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Mauro Beting

Já não era o time principal peruano. Já estava eliminado. O Santos, classificado. Era o que foi na Vila. Um treino-jogo santista. 4 a 0. Que venha o próximo, a próxima fase, e o Santos de 2016. 

O de 2017 não é aquele. Dos grandes, a maior decepção da temporada. Mesmo treinador. Mesmo time titular. Elenco melhor, ainda que desfalcado da zaga principal. Bom é que, ao menos, Ricardo Oliveira deu o ar da graça. Ruim é que Lucas Lima não tem substituto à altura. 

Veja a análise de Gustavo Roman


Já que está assim, vamos mudar o nome do Mané Garrincha para João Havelange?
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Mauro Beting

É ironia, gente. Triste. Deplorável. Mas é. 
Assim como o Engenhão deixou de ser João Havelange para merecidamente ser batizado com o nome da Enciclopédia Nilton Santos, pelo que foi feito no belíssimo estádio de Brasília, melhor seria não conspurcar o mito Mané Garrincha. Pode chamar de João Havelange, mesmo, o estádio que deveria custar R$ 690 milhões, e saiu, no final das contas que não fecham, a bagatela de R$ 1,575 bilhão. 
Uns 900 a mais. Normal. Dinheiro que não veio do BNDES, mas na Terracap, estatal condenada desde o parto. Básico. Tanto quanto Arruda e Agnelo serem abutres em pelo de agnelos. 
O problema não é só agora superfaturarem as prisões dos ex-governantes. É eles terem sido eleitos. Há muito se sabia do potencial desses caras. Da capacidade do que faziam na capital da República, com o capital dos munícipes do Distrito Federá. 

Não é só Arruda e Angelo. Quem os financia. Quem locupleta. É o louco que elege. Que deixa. Que larga. Que lava. Que leva. 


Pouco, mas suficiente. São Paulo 2 x 0 Avaí.
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Mauro Beting

Lugano não é mais aquele. Mas como Maicon não tem sido aquilo tudo que foi pago, e Lucão não tem tido moral no Morumbi, Lugano se superou. Fez do jogo contra o frágil Avaí uma decisão e ajudou o São Paulo a vencer com dois bonitos gols. O de Pratto aos 10, e o de Luiz Araújo, em grande jogada, aos 45. 

Rogério até tentou atacar. Até demais. Quando perdeu Thiago Mendes, apostou em Tomaz, aberto, e recuou Cícero para tentar cercar. O time perdeu fluência. Não pegou como vinha marcado. E se tivesse um rival mais qualificado, poderia ter se complicado. 
Fez o justo. O possível. Mas ainda é pouco. É São Paulo. E se pode esperar mais de quem tem os jogadores que tem. E o elenco que Ceni pode escalar. 
Veja a análise de Gustavo Roman


#NuncaCriticado. Vitória 0 x 1 Corinthians. 
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Mauro Beting

André Ranieri, grande colega de Jovem Pan, detectou que a hashtag #NuncaCritiquei virou trending topic mundial pouco depois do gol de Jô. Não pelo artilheiro dos clássicos em 2017. Mas pelo autor da bela enfiada: Marquinhos Gabriel. 
O meia pelos lados que rodou muito até brilhar no Santos de 2015. Até começar bem no Corinthians de 2016. Até sumir e ser esquecido até o belo passe que garantiu ótima vitória na Bahia contra o rubro-negro. 

Se ele vai ser redescoberto pela enésima vez, aguardemos jogos dos próximos capítulos. Sempre com boas perspectivas corintianas, preocupantes para o time baiano. Carille tem arrumado resultados melhores que a encomenda. E que o próprio desempenho. Vai que Marquinhos Gabriel se redescobre como o próprio Jadson-15. Ou até Renato Augusto daquela safra. 

Ele não é melhor que os dois. Mas vai que…

Como destacou na TT o renomeado Messinho Gabriel: ''Entrou bem esse Marquinhos Gabriel na estreia, parece bom jogador''. 

É por aí. 


Festa em São Januário. Vasco 2 x 1 Bahia. 
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Mauro Beting

O jogo que DAVID TAVARES viu

Venceu. Mostrou mais uma vez o Vasco que Mateus em breve honrará ainda mais o sobrenome Vital em uma equipe que precisa ser rejuvenescida. Elenco que sofre demais com lesões.  Torcedor que há quase 10 anos mais tem se decepcionado que outra coisa. 

Não era o Bahia completo. Mas é time bem armado por Guto Ferreira. Foi o Luís Fabiano do gol 400. Artilheiro que merece o respeito que o Vasco vai tentando reconquistar.