Blog do Mauro Beting

Eles não vão pagar nada
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Mauro Beting

Alexandre Moraes, aquele, ministro do STF, aquele, concedeu liminar, aquela, que desobriga os clubes, aqueles, de estarem com as contas, aquelas, em dia para disputarem as competições, aquelas. Por ora, os clubes, esses mesmos, não serão rebaixados, aquilo mesmo, por falta de pagamento e vergonha no cofre. Enfim, liberou geral. Você pode não pagar pro país. Pros seus pais e filhos. Paga mal os funcionários e atletas. Não paga as comissões devidas – só as indevidas. Rola a dívida como a bola. E não acontece nada com os incompetentes e/ou coniventes. Não deram a menor pelota ao Profut. Aquele. A ação de inconstitucionalidade foi impetrada pelo PHS, aquele, do deputado federal Marcelo Aro, aquele, mais titular da seleção da CBF, aquela, que o NeymarO melhor, pior, de tudo foi a entidade, aquela, que cuida de nosso futebol dizer que isso é bom porque, desse modo, ou falta de modos, ''o torcedor tem o direito de ver as competições resolvidas exclusivamente dentro do campo de jogo.''..A ce-be-efe falando em resolver dentro de campo as coisas…


Ufa! Mas ainda falta muito. Vitória 1 x 2 São Paulo.
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Mauro Beting

Militão subiu no escanteio e abriu o placar no segundo tempo de um São Paulo melhor com Cueva. Filipe Souto ampliou contra, na infelicidade de nova bola parada contra o Vitória. O gol no final do mandante ampliou o sufoco contra o São Paulo que, no final das contas, mereceu os três suados pontos. Eles ainda não tiraram um dos quatro grandes incaíveis da zona. Ainda não fizeram o torcedor dormir sossegado. Ainda não apagaram os tantos erros fora e dentro do campo. Ainda não viram um sistema defensivo confiável. Ainda não veem uma equipe forte e firme. Ainda não conseguem vislumbrar um final de campeonato mais cômodo e seguro.

Mas é hora de celebrar mesmo o resultado. Baita placar pelas circunstâncias em que o São Paulo se enfiou no pelotão de baixo. Sidão talvez tenha feito sua melhor partida pelo clube. Além do gol, Militão parece ser a opção mais confiável na lateral. Arboleda foi bem. Cueva jogou o que desde março não fazia pelo São Paulo.

E Hernanes, como Hernanes, teve alguns Hernanes a mais para ajudar o São Paulo que só tem sabido errar.

Mas ainda tem salvação. Porque são muitos times querendo cair. A distância para o 12º colocado é de apenas dois pontos. É um bolo só. Nessa maçaroca, tem como ser a cereja.


E se o atacante que fez o gol com a mão assumisse a irregularidade?
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Mauro Beting

Não estou falando do Jô, nem do Corinthians, nem de Itaquera, do Vasco, Euriquinho, FPF, Dalai Lama. Estou falando do lance irregular. Erro crasso. Como também foi erro quase tão claro o pênalti no primeiro tempo sobre o atacante que meteu o braço no instinto artilheiro. No instante do gol. Algo que acontece. Mas que poderia ser evitado usando o mesmo braço para assumir a irregularidade.

Ele perderia um gol. Ganharia um amarelo. O time dele perderia a chance de ampliar ainda mais a mais do que merecida liderança no campeonato. Mas ele ganharia um lugar na história. Uma bela chance de dar um exemplo. Belo exemplo. Chance de ser condecorado pela Fifa.

Só que o atacante fez o que quase todo mundo faria. Acredito. O que é muito triste. E mais ainda pela hipocrisia dos clubistas. Quase todos talvez tivessem atitude ou discurso diferentes se torcessem pelo time que foi beneficiado.

Todos acabaram metendo a mão nesse lance. Todos saíram derrotados.

Mas, acredite. O futebol já ganhou algumas vitórias muito além do campo. Nos casos que mostro no vídeo abaixo. Lances históricos de fair-play em campo.

Fair-play existe no futebol


Pouco brilho. Cruzeiro 1 x 0 Bahia.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Não foi uma partida agradável. A Raposa entrou em campo num 4-4-2, com Hudson e Henrique centralizados. Robinho pela direita. Rafinha pela esquerda. Thiago Neves tendo a liberdade para encostar em Raniel. O Tricolor foi num 4-2-3-1. Edson e Juninho como volantes. Vinícius como meia central. Zé Rafael e Mendonza nas extremas. Rodrigão no comando do ataque.

Os mandantes começaram melhor. Chegaram três vezes em menos de dez minutos. Mas esbarraram no ótimo goleiro Jean e na falta de pontaria. A partir dos 15, o Bahia se acertou e passou a ter a posse da bola. Com isso, travou o ímpeto do Cruzeiro, que errava passes demais na frente. E além de não ter mais levado sufoco, ainda quase abriu o placar já nos acréscimos, quando Mendonza e Vinícius tabelaram num contragolpe e Fábio fez grande defesa.

O panorama mudou na etapa complementar. Os donos da casa passaram também a ser os donos da bola. Equilibraram a posse. E chegaram com muito mais perigo. Logo aos seis minutos, Rodrigão cometeu pênalti de forma infantil ao empurrar o adversário na cobrança de escanteio. Thiago Neves foi para a cobrança. Porém, mais uma vez lá estava Jean para defender.

Mano tirou o apagado Rafinha e pôs De Arrascaeta em campo. Cinco minutos depois, Thiago Neves cobrou escanteio da direita. Léo subiu mais que a zaga e testou firme para fazer um a zero. Merecido pelo que produziu o time mineiro.

Depois do gol, os treinadores trataram de trabalhar. Mano pôs Lucas Silva e Rafael Sóbis nos lugares de Hudson e Robinho. Preto Casagrande (ou seu auxiliar, já que a esta altura ele já fora expulso pelo árbitro) sacou Tiago, Vinícius e Rodrigão, fazendo entrar Thiago Martins, Edgar Júnio e Hernane.

O Cruzeiro se retraiu para garantir o resultado. Contudo, aos 38, Lucas Silva foi bem expulso pelo árbitro após cometer falta em Zé Rafael. A equipe se reorganizou num 4-4-1. E suportou os ataques baianos até o fim.

Uma vitória merecida. Ela recoloca a Raposa no G-6 e aproxima o Tricolor do Z-4. E que mostra pelo que os times devem brigar até o fim do campeonato. A lamentar apenas o estado do gramado (houve um show recentemente no Mineirão) e as poucas emoções em mais de 90 minutos de partida.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 


Mão de Jô, pênalti no Jô, o jogo do juiz. Corinthians 1 x 0 Vasco.
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Mauro Beting

Jô meteu o braço na bola que provavelmente seria gol de Marquinhos Gabriel (que jogou tudo que não tem jogado Jadson) na frente do assistente adicional que não assiste o árbitro, não assiste ao lance, e não adiciona. Romero ainda entregou a irregularidade do corintiano que tanto enalteceu Rodrigo Caio ao dedurar o erro no Majestoso recente, pelo SP-17. O paraguaio ficou olhando para o árbitro a mais que nem isso observou. Preferiu lavar as mãos e borrar o apito que erra mais um lance capital do futebol do Brasil.

Como o árbitro errou ao não marcar um pênalti no mesmo Jô na primeira etapa em que o Corinthians foi um pouco melhor do que o Vasco. Lance também na frente dele. Uma vitória que seria merecida mesmo sem outra grande atuação e, infelizmente, será mais comentada por outro erro daqueles típicos da arbitragem mundial.

O jogo é cada vez mais rápido e ríspido. Cada vez mais difícil de apitar. Mais corrido do que jogado. Mais acelerado e celerado do que bem bolado e pensado. Fica mais difícil para o árbitro. Para todos eles. Ainda mais com quase todo mundo de costas para eles. Dando de ombros aos erros. E quase todos querendo meter a mão na regra, na bola, na boa, na bolada.

O Corinthians ganhou o clássico pelo que jogou, pelo que tem jogado (embora já tenha jogado muito mais), e por aquilo que a arbitragem ajudou no gol de Jô, e antes tinha prejudicado no pênalti de Jô.

Não tem esquema para um ou contra o outro. Tem incompetência. Despreparo. Pressão. Amadorismo. Erro humano. Por mais desumano que acabe sendo.

O que tem é o Corinthians ampliando a vantagem no campeonato que Grêmio, Santos e outros rivais não querem mesmo ganhar.


Que preguiça! Flamengo 2 x 0 Sport.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A vitória do Flamengo era importante e até previsível diante da má fase do adversário. Rueda escalou o time num 4-2-3-1 com Márcio Araújo e William Arão como volantes. Gabriel aberto na direita. Diego como meia central e Everton Ribeiro na esquerda (numa clara sinalização que o treinador pode abrir a competição pela vaga do setor) e Guerrero na referência. Luxemburgo espelhou taticamente o Sport. Patrick e Rithelly na cabeça da área. Wesley centralizado. Lennis e Osvaldo nas extremas. André no comando do ataque.

Os visitantes começaram melhor. Até porque aproveitavam os espaços deixados pela falta de recomposição defensiva de Gabriel pelo setor esquerdo de ataque. Principalmente com a boa chegada do volante Patrick, que ameaçou Muralha em duas finalizações. Só que logo aos oito minutos, Everton Ribeiro, muito a fim de jogo, achou Trauco. O peruano cruzou. Magrão espalmou para frente e Guerrero, oportunista, marcou seu vigésimo gol na temporada.

O time carioca passou então a controlar a partida. Tendo muito mais a posse de bola e ganhando os rebotes. Luxa sentiu o time em dificuldades e tentou mudar. Abriu Wesley na direita para dar um pé a Raul Prata na marcação a Everton Ribeiro. Centralizou Osvaldo. E pôs Lennis na esquerda, tentando fazer com que o colombiano entrasse no jogo. Rueda respondeu invertendo Gabriel e Everton Ribeiro de lado. Apesar do evidente domínio, o Fla finalizou pouco. E assustou menos ainda o goleiro Magrão. Até porque Diego tinha mais uma atuação bem abaixo do que pode render (Alô, Tite). Assim como Arão e Gabriel.

O Sport voltou com Thallysson no lugar de Lennis. Tentou equilibrar a batalha no meio de campo. Não funcionou. Em dez minutos, os donos da casa chegaram duas vezes. A primeira com Diego. Magrão fez ótima defesa e salvou a pátria pernambucana. A segunda com Everton Ribeiro, que bateu raspando a trave esquerda.

Aos 18 minutos, Patrick foi expulso pelo árbitro após cometer falta (de cartão amarelo) em Márcio Araújo. Exagerou na reclamação e acabou levando o vermelho. Imediatamente, Luxa tirou o amarelado Rithelly e pôs Anselmo em campo. Na sequência, tentou ganhar velocidade nos contra-ataques ao sacar Osvaldo e colocar Rogério. Reorganizou seu time num 4-4-1.

Com a vantagem numérica, o Flamengo que já havia dado sinais claros de preguiça no fim da primeira etapa desacelerou de vez. A ponto dos visitantes assustarem duas vezes. Ambas com Rogério. Em lances que a retaguarda do Rubro-Negro carioca ficou só olhando.  Rueda pôs Berrío e Lucas Paquetá nas vagas de Arão e Diego. O ritmo do confronto não se alterou. Mas o Fla pelo menos não foi ameaçado.

Quando tudo levava a crer que a partida terminaria mesmo um a zero, já nos acréscimos Berrío fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Everton Ribeiro. Ele testou firme e acabou com o jogo. Um prêmio a um dos poucos atletas que se esforçaram os 90 minutos. Sem preguiça. Uma vitória importante, que recoloca os cariocas (mesmo que momentaneamente) no G-4 do campeonato. Mas que deixa uma pulga atrás da orelha do técnico e dos torcedores. Era mesmo necessário sofrer diante de um oponente com menos um jogador?

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 


Com reservas. Botafogo 2 x 0 Santos.
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Mauro Beting

O Botafogo segue sendo a melhor surpresa do futebol brasileiro desde agosto de 2016. Desde Jair Ventura no banco. Ao deixar o RJ-17 de lado para priorizar a Libertadores e seus quatro jogos a mais nas fases preliminares, o Fogão se preparou para o que está fazendo. E muito bem. Inclusive vencendo o Santos que só tinha Vanderlei de titular.

Como, de fato, nos últimos jogos da bela sequência invicta de 17 partidas, o Santos parecia ser Vanderlei e mais 10. Fossem quais fossem. Mas nem ele conseguiu evitar a derrota justa para um rival que segue se superando.

 


Marcelo Rezende
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Mauro Beting

Marcelo Rezende eu lia na Placar. Ótimo repórter esportivo. Esperto e com espírito de manchetar que o Flamengo queria Maradona no auge do gênio gringo. Toda a imprensa foi na dele. Claro que não havia como comprar. Nem desmentir que o Flamengo, como qualquer clube do mundo, queria Maradona.

Coisa do Marcelo com quem pouco conversei. Quase nada vi no auge maradoniano dele. O que adoro o irmãozão Datena que tanto me ajuda na condução de programas que não gosto eu não batia com o Marcelo. O jeito de falar, a voz, o ritmo. Não gosto. E desgostava ainda mais pelo desperdício de grande repórter que é. Como o Bial fazendo BBB. Como o Leifert. Desperdícios.

Mas, e daí? Eles têm os motivos deles. Milhões de motivos. E devem ser respeitados. E mesmo admirados pelas escolhas ousadas. Como a decisão de Marcelo a respeito do tratamento do câncer incurável. É algo que só cabe a ele. Precisa ser respeitado. Ainda que lamentado. Como eu lamentava o programa dele. Mas era obrigado a respeitar pelo tanto de gente que o assistia. E que o adorava.

A imagem que vou guardar dele é a que amigos e colegas têm dele. Meu pai e a mãe de meus filhos tiveram quando trabalharam com ele: um cara legal. Um colega leal.

É o que a gente leva. É o que precisamos ter em vida e na morte com todos: respeito.


Expedito x expertise dos espertos: é preciso dar uma geral na torcida das arenas.
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Mauro Beting

Sei pela @colunadoflamengo que seu Expedito nos deixou nesta sexta. Ele é um que ainda conseguia frequentar os estád, opa, as arenas brasileiras mais caras e modernas, não necessariamente mais ricas e vivas. A gratuidade tão cara a gente como ele e tão custosa aos profissionais e remunerados dos clubes. Barato que sai caro. Mas que é impagável como foi a geral do Maracanã. Como é o futebol que nasceu com a elite e parece querer voltar a ela. Ou só a ela nos está, opa, arenas.

Não sei de contas. Mas tem gente brincando de faz de conta com os fãs que contam dias e dinheiros para ainda apoiar o Flamengo como seu Expedito. Aquele que, como explica o próprio nome, é ligeiro. É ágil. É esperto. Na melhor acepção.

O futebol não pode deixar os Expeditos morrerem nas catracas dos expoentes das expertises e planilhas. A arquibancada ainda vive. Ainda que morra um pouco sem o Expedito rubro-negro. Mas, de fato, de todas as cores e credos que precisam levantar a bandeira do estádio para todos e para tudo.