Blog do Mauro Beting

Diego! Guerrero! Flamengo 5 x 1 Chapecoense.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A goleada sobre a Chapecoense não foi tão fácil como o resultado pode fazer parecer. O início de cada tempo foi favorável ao bem montado time catarinense. Com marcação alta e explorando os laterais cobrados diretamente para a área, a Chape foi superior.  Mas a qualidade técnica do Rubro-Negro fez a diferença. Diego marcou dois. Guerrero, três. Bem coadjuvados por Berrío, Juan, Rodinei e Everton, os craques comandaram o Flamengo na Ilha do Urubu, a nova e charmosa casa do time.

Zé Ricardo manteve o 4-2-3-1/4-1-4-1 habitual. Márcio Araújo e William Arão como volantes. Berrío na direita. Everton na esquerda. Diego centralizado. Guerrero na frente. Inteligentemente, a equipe forçou as jogadas pelo lado esquerdo. Setor no qual Apodi deixava monstruosos espaços a serem explorados em suas costas. Foi por ali que surgiu o segundo gol. E várias outras jogadas perigosas. Especialmente quando Diego se juntava a Trauco e Everton. O resultado poderia ter sido ainda maior não fosse o goleiro Jandrei.

A Chapecoense mudou no intervalo. Veio num 4-4-2 com a entrada de Peroti para a saída do apagado Seijas. Marcou seu gol numa falha do goleiro Thiago que soltou o lateral cobrado na área. Rebote que Victor Ramos aproveitou. E seguiu sufocando a saída de bola do Mengo, expondo a fragilidade dos volantes na saída de bola.

O Flamengo só passou a equilibrar novamente a partida a partir dos 20, 25 minutos. E conseguiu o gol do desafogo numa bola parada, em uma cobrança de escanteio que Guerrero aproveitou depois de cabeçada no travessão de Arão. Deste momento em diante a Chape diminuiu a intensidade. Sabia que não teria mais forças para buscar o empate. O Fla se aproveitou e seguiu atacando. Marcou mais duas vezes. poderia até ter marcado mais.

A goleada dá uma certa tranquilidade à Zé Ricardo para trabalhar. A equipe começa a se recuperar e a se aproximar da parte de cima da tabela. Com as estreias de Everton Ribeiro e Geuvânio o elenco ganha ainda mais qualidade e profundidade para enfrentar os desafios que estão por vir. Parece que finalmente o Flamengo vai entrando nos eixos. A defesa vem se mostrando sólida, apesar dos problemas com os goleiros. E hoje, o ataque foi mais eficiente do que de costume. Graças ao show de Diego e Guerrero!

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

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Árbitro de vídeo ajuda o futebol. Mas não é infalível. 
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Mauro Beting

O lance de gol bem anulado e o gol bem validado de França 0 x 2 Espanha, em março de 2017

No vídeo acima você vai ver o VAR (o árbitro de vídeo) anulando um lance que daria em gol do francês Griezmann. E, na sequência, o gol que acabou concedido pela tecnologia que corrigiu o erro de centímetros – mas erro – do assistente que seria o segundo gol espanhol. 
Decisões rápidas e respeitadas. Tudo aquilo que se quer. Talvez menos em algumas (muitas?) mesas de discussões quadradas. Retrógradas. 

Mas não é tudo que se pode redefinir com o uso da tecnologia. Lances de bola na mão e mão na bola ainda são subjetivos. Têm de ser. Mesmo se o VAR observar um toque, será necessário interpretá-lo. A não ser que ela corrija uma mão na bola que não foi nem mão, o jogo deve seguir como a polêmica. 

Também o impedimento não é só observação de posição. É influência. É a aplicação subjetiva da regra. Do ato de participar. De atrapalhar o rival. De usufruir de posição irregular. Também é interpretação em alguns casos. É o caos mesmo com árbitro de vídeo. 

Respeitar esse novo momento é essencial. Para o mais breve  possível usar sim a tecnologia. Mas não para tudo. E não para parar tudo. 
O bom senso deve imperar. A comunicação entre árbitro central e o de vídeo deve ser constante, rápida, porém precisa. Segura. O de campo deve ter noção e maturidade para pedir ajuda sempre que possível. O olho tecnológico deve ajudar sempre que necessário. 
Questão de ajuste. E de muita paciência para todas as partes. Ainda vamos errar muito. Mas será mais errado se seguirmos de costas para os avanços. 


Eficiência alvinegra. Botafogo 3 x 1 Vasco.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

O Botafogo chega ao meio da temporada ainda vivo em todas as competições que disputa. Teve que abrir mão do estadual por conta das fases preliminares da Libertadores. E apesar de algumas claras limitações e da falta de um elenco maior, com mais opções, segue extremamente eficiente.

No clássico de ontem, aproveitou bem demais a presença de Nenê como homem aberto pela esquerda no 4-2-3-1 do Vasco. O veterano craque cria um paradoxo para a equipe de Milton Mendes. Logicamente, ele cria na parte ofensiva, fazendo com que Douglas e Luís Fabiano não fiquem sobrecarregados. Entretanto, não tem pernas pra fazer a recomposição defensiva. Deixando o lateral Henrique muitas vezes com dois jogadores para marcar.

Por este setor o Botafogo ganhou o clássico. Arnaldo, Bruno Silva e Lindoso criaram superioridade numérica e inúmeros problemas para o Vasco. Ali, nasceram os gols Alvinegros. Na etapa final, Mendes tentou corrigir esse problema. Colocou o jovem Paulo Vítor na esquerda. Passou Nenê para o lado direito. Jair Ventura respondeu invertendo o lado forte de seu time. Juntou Matheus Fernandes, João Paulo e Pimpão. E seguiu levando vantagem. Ainda que o terceiro gol tenha novamente saído pelo lado direito. O lado forte do Botafogo por natureza. Depois, foi só gastar o tempo. Ainda que sofrendo o tento de honra. E levando alguns sustos além do previsto.

O mais curioso e peculiar é que o time teve menos a bola nos pés. Finalizou menos. Criou menos. E mesmo assim venceu o jogo e volta a encostar no G-4. Uma eficiência fora do comum. Que faz o torcedor sonhar com algo ainda melhor do que no ano passado. E que é razão mais do que suficiente para fazer com que as arquibancadas do Nilton Santos estejam sempre cheias.

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Estão nem aí… Atlético Paranaense 1 x 0 São Paulo.
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Mauro Beting

O Furacão vai ganhando pontos mais do que acertando um jogo. Mas é o que está valendo. Diferentemente do São Paulo, que até cria chances como a desperdiçada no final por Wellington Nen. Mas, como ele, decepciona demais em 2017. Joga pouco. Ou acha que joga demais, como Cueva, no segundo tempo, que fez linda jogada na entrada da área para recuar para Wevertom, numa cavadinha pretensiosa e despropositada. 

O São Paulo tem sido Cícero. Ótimo jogador que não funciona. E nem sai do time. Tem sido mais uma falha da zaga que dá em gol. Ou outra falha bisonha como a bola mal recuada por Lugano que quase castigou ainda mais o tricolor. 
Mas ao menos Lugano joga o jogo como se fosse o último com frescor de estreia. E não com a frescura que alguns que parecem que não estão nem aí como o São Paulo que tem errado demais. Em campo e no banco. 
São poucos que se entregam como Lugano é muitos que só têm entregado no Morumbi. Estragado fora e dentro. 

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Dizem que os números não mentem jamais. Mas até nisso o futebol é peculiar, tendo um universo só seu. Não adianta ter mais posse de bola. Finalizar mais que o adversário. Trocar mais passes. Roubar mais bolas. Cruzar mais bolas. Nada disso significa três pontos garantidos. Mais, na verdade, é menos.

Rogério Ceni sempre tentou mostrar em suas entrevistas números que justificassem as más atuações de sua equipe. Hoje, nem foi tão ruim assim. Porém, foi mais uma vez ineficiente. O Atlético, que ainda não havia vencido em casa, sufocou o Tricolor nos primeiros 10 minutos. Marcou seu gol na primeira oportunidade. Aproveitando vacilo de Éder Militão, Vanderson marcou. Eficiência pura.

Depois, o Furacão recuou. O Tricolor foi pra cima. Teve a bola. Chutou. Cruzou. E nada. Não colocou a bola nas redes. Pouco criou. Mudou de esquema durante a partida. Saiu do 3-4-3 inicial para um 4-4-2. Rondou a área do Atlético. Chegou com muita gente na frente. Mas errou demais. Seja no último passe. Seja no cruzamento ou até na conclusão.

Na etapa complementar o panorama não se alterou. O Furacão lá atrás. Esperando um contragolpe para definir o confronto. E o São Paulo no campo de ataque. Errando demais. Acertando de menos. Repetindo o final do filme de triste lembrança para o torcedor do Tricolor. Um filme que segue em cartaz desde o início do ano.

Claro que nem tudo pode se colocar na conta do treinador. A qualidade do elenco. A falta de opções confiáveis para se mudar o rumo de uma partida. A falta de tempo para treinar. Tudo isso influi. E muito. Os conceitos e idéias de Rogério são ótimos. Pelo menos na teoria. É preciso descobrir uma maneira de transformar essa teoria em prática. E rapidamente. Acredito que os reforços irão ajudar o time a melhorar seu desempenho. Ou continuaremos a ver planilhas de excel ou gráficos de desempenho. E futebol que é bom, muito pouco.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

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Pouco. Palmeiras 1 x 0 Atlético Goianiense.
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Mauro Beting

Borja fez o dele. Era o que o Palmeiras precisava. Ele, mais ainda. O Verdão enfileirou três vitórias em quatro jogos. Três deles jogando melhor do pouco que mostrou contra o penúltimo colocado. Criou nove oportunidades – não é pouco. Mas concedeu oito ao rival – o que é muito. Não fosse Prass o que voltou a ser, poderia ter perdido. 
É muito pouco o que tem jogado no meio da temporada. É pouco para um time treinado por Cuca. A zaga segue exposta e falhando muito. Jean não tem sido o que foi. Tchê Tchê não se acha. Guerra desta vez jogou pouco, como Keno. Só Róger Guedes manteve o bom nível. Mas ele precisa lembrar que não joga sozinho. Tem time ao lado dele. Ainda que muitas vezes ele e muitos estejam distantes. Falta aproximação. Coordenação defensiva. E muito mais qualidade. 

Algo difícil de explicar. Assim como Borja sair tanto da área. Quando ele fica lá dentro, aproveita a falha defensiva atleticana. Quando ele sai, e pela forma como atua, e pela falta de confiança, tropeça e se atrapalha. 

Mas fez gol. Um alento. Só que o Palmeiras segue devendo. Evoluiu em um mês. Mas pouco pelo potencial técnico do elenco e pela capacidade do técnico do elenco. 


Na base do contra-ataque. Vitória 0 x 2 Santos.
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Mauro Beting

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O desenho do jogo estava claro desde o início. O Vitória, até por jogar em casa e estar em uma situação mais delicada na tabela tentou sair pro jogo. O Santos, com um time mais experiente e contando com jogadores velozes para os contragolpes dava a bola aos donos da casa. Só aguardando o momento de dar o bote.

Taticamente, ambos entraram em campo num 4-2-3-1. A diferença foi a maior qualidade técnica dos jogadores do Peixe. E a presença de Vanderlei lá atrás. Novamente, o goleiro do Santos esteve impecável quando foi exigido. Por exemplo, nas duas conclusões seguidas de Kieza (a segunda sem querer) que ele defendeu no mais puro reflexo. Já merece e muito ser mais bem observado por Tite.

Na parte ofensiva, Bruno Henrique era a melhor opção. Foram dele as duas jogadas para os gols do colombiano Copete. Um em cada tempo. O Vitória chegou até a equilibrar a partida depois da entrada de Neílton. Mas era uma armadilha muito bem traçada. Era a busca pelo contra-ataque que mataria o jogo. No finalzinho, ainda houve um pênalti bem marcado para a equipe baiana. Ficou provado ali que a noite não era Rubro-Negra mesmo. Kieza cobrou no travessão e perdeu a chance de colocar fogo no jogo.

O Santos vai subindo na tabela. Já ocupa a terceira posição. E ainda tem espaço pra melhorar ainda mais com a volta dos lesionados. Deve brigar até o fim pelas primeiras colocações. E Levir Culpi parece ter achado a melhor estratégia. Sempre na base do contra-ataque.

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Virada pela esquerda. México 2 x 1 Nova Zelândia.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Na teoria, um jogo fácil para o México. Osório, de não tão boas lembranças para o torcedor do São Paulo, resolveu mexer no time. Fez oito alterações em relação ao empate diante de Portugal. E não foi só isso. Alterou também o esquema tático. Escalou sua equipe num 3-4-3. Com dois velocistas pelos lados do campo (Damm e Aquino) e um centroavante fixo (Peralta). A Nova Zelândia manteve o seu 5-3-2 de muita bola longa, correria, marcação e contato físico. E de quase nenhuma técnica.

Só que no primeiro tempo o México não entrou em campo. Abusou do passe longo. Tentou muitos chuveirinhos. Entrou no jogo neozelandês. Não teve nenhuma oportunidade de abrir o placar. Ao contrário da Seleção da Oceania que sentiu-se extremamente confortável com esse estilo de jogo. E que marcou em uma das duas chances que teve, com o artilheiro Wood.

Osório deve ter dado uma bronca colossal no intervalo. Os mexicanos voltaram com outra postura. Atacaram. Usaram a técnica e passaram a levar vantagem sobre os jogadores de cintura dura. E chegaram à virada pelo lado esquerdo. Aquino, o grande destaque individual da partida, levava a loucura Ingham. Foram dele as duas jogadas para os gols tricolores. O primeiro de Jiménez. E o segundo de Peralta.

Ainda houve tempo para que o fim do jogo pegasse fogo. Tanto em termos de oportunidades, com o México desperdiçando alguns contra-ataques com superioridade numérica, como na pancadaria. A quase briga generalizada manchou uma partida que, se não foi brilhante tecnicamente, ao menos foi bastante movimentada.

Os neozelandeses estão eliminados. Normal. Era o que se esperava mesmo deles. Enquanto isso, o México ganha uma sobrevida. Mesmo fazendo de tudo para se complicar, ganhou. E pode até empatar na última rodada diante da Rússia para avançar às semifinais. Uma vantagem considerável. Ainda mais se levando em conta a dificuldade dos donos da casa para propor o jogo.

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Cristiano Ronaldo decide. Portugal 1 x 0 Rússia.
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Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A partida era decisiva para a situação de ambos na competição. Portugal manteve o 4-4-2 da estreia. Embora com quatro alterações de nomes. Bruno Alves substituiu Fonte na zaga. Adrien, outro que ganhou a vaga de titular e William marcavam e jogavam por dentro. André Gomes na esquerda. Bernardo Silva, mais um efetivado hoje, na direita. Cristiano Ronaldo e André Silva, o último a ganhar um lugar no time, na frente.

Os russos se trancaram num 5-3-2 totalmente defensivo. Se fecharam atrás. E quase não chegaram no ataque. Os lusitanos tinham muito a mais a bola aos seus pés. Mas eram pouco efetivos na frente. Só ameaçaram duas vezes. Aos 8 minutos, cruzamento perfeito de Raphael Guerreiro. Cabeçada fatal de CR7. O homem certo. No lugar certo.

Ao longo do segundo tempo, o técnico russo foi soltando o time. E a partida ficou mais equilibrada. Os donos da casa atacavam. Os portugueses tinham os contra-ataques à sua disposição. O confronto ganhou em qualidade. E em emoção. Era lá e cá. As chances se sucediam de lado a lado. Na parte final, Fernando Santos recuou seu time. Cristiano Ronaldo foi jogar de centroavante. Danilo, um volante-volante entrou na vaga de Adrien.

No fim, a magra vitória praticamente garante a vaga de Portugal. Afinal, o adversário na última rodada é a fraca e já eliminada Nova Zelândia. Já os anfitriões devem ter aprendido sua lição. Quando soltaram o time, jogaram para frente, equilibraram e poderiam até ter empatado ou vencido o jogo. Contra os mexicanos, o time irá precisar atacar, propor o jogo, já que só um triunfo garante a classificação. Apesar de todas os defeitos e dificuldades, a Rússia segue viva na Copa das Confederações.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

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É só isso? Internacional 0 x 0 Paraná.
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Mauro Beting

Antes de tudo – ou nada: o Paraná é time bem arrumado. Ponto. Mas o Colorado não pode não chutar uma bola a gol em casa em 90 minutos. 

Todo grande que cai demora um pouco a entender a queda. O Inter, ao que parece, ao que não tem jogado, ainda mais. Desde o enrosco em que se meteu e/ou foi metido em todos os sentidos no meio e nos e-mails de Victor Ramos, o Colorado parece viver realidade paralela e diminuída. 

Já trocou tudo e ainda não se tocou. Não é o caminho. Zago não deu o resultado esperado que Guto dará. Pelo treinador que é. Pelo clube que dirige. E mesmo pelo time. Se não é dos sonhos, não pode dar pesadelos seguidos. É isso. Mas se não for seguido um comando, se esse comando não for firme, se ele não se dobrar, vergar e desdobrar, pode uma vergonha ser ainda mais martirizante. 

Esmurrar a mesa tem vez que é bom. Parece ser o caso. Todo mundo está tirando da reta. Todo mundo. Mas só isso não resolve. Claro que não é o time dos sonhos, como desde 2005 o Inter cultivava ou fazia parecer. Mas certamente não é só pra isso. Por isso. Um mês de Guto é só duas vitórias e quatro empates. Fora do G4. Pouco. 

Um mínimo de coerência e procedimento é necessário. Não é o elenco bi sul-americano. Também não é tão melhor quando o de 2016. Mas, para a Segundona dos Infernos em 2017, tem como passar. Deve voltar. 
Mas deve muito mais ainda que a encomenda.