Goleada enganosa. Flamengo 4 x 1 Bahia.
ESCREVE GUSTAVO ROMAN
Quem olha só o placar final, sem ter visto como foi a partida pode até cometer o erro de avaliação e achar que o Flamengo goleou porque jogou muito. Não foi bem assim. Com as duas equipes espelhadas no 4-2-3-1 o que se viu nos primeiros 45 minutos foi um tima carioca com muita dificuldade na criação, tendo mais a posse de bola. Contudo, finalizando e criando menos lances perigosos do que o adversário. Foram duas chances do Bahia (e duas ótimas intervenções de Diego Alves) contra apenas uma do Fla (e mesmo assim em um tiro de longa distância de Diego). Apenas Berrío, bem coadjuvado por Pará e Diego, levava sistemática vantagem sobre Juninho Capixaba. Mas na hora do cruzamento o colombiano mostrou toda a falta de fundamentos e errou todos.
Rueda voltou do intervalo com Everton Ribeiro na vaga de Berrío. O Mengo ficou mais compacto, conseguindo tocar melhor a bola. Aos cinco Guerrero achou Diego livre. Jean fez grande defesa. Na cobrança rápida do escanteio, Everton centrou. Guerrero dividiu com a zaga e a sobra ficou com Réver para fazer um a zero.
O gol não melhorou a equipe carioca. Pelo contrário, os jogadores pareceram se acomodar com a vantagem. Carpegiani que jogava sem um nove de referência colocou Hernane em campo. E foi justamente o brocador quem foi derrubado por Juan dentro da área. Pênalti que Mendoza cobrou e deixou tudo igual.
O Flamengo sentiu o gol. O desespero pareceu tomar conta da Ilha do Urubu. A torcida começou a vaiar Diego (que mais uma vez não vinha bem). Arão e Cuellar se mandavam para a frente e esqueciam da marcação. Foram 10 minutos que o Tricolor poderia ter aproveitado para matar o jogo. Mas se havia um quesito que o Rubro-Negro levava vantagem durante todo o jogo era nas bolas altas. Aos 32, Everton cobrou escanteio. Réver, em noite de artilheiro apareceu livre para recolocar os donos da casa em vantagem no marcador. Depois disso o Bahia baixou a intensidade. Pareceu não acreditar mas que poderia se recuperar. O Flamengo se aproveitou do abatimento e do visível cansaço baiano para marcar mais duas vezes. Ambas com o vaiado Diego.
No fim das contas, a goleada foi um exagero para a atuação carioca. E um castigo para o Bahia que não merecia perder de tanto. Porém, contudo, todavia, futebol é isso. Não é e nunca será uma ciência exata. E por isso é tão apaixonante.
ESCREVEU GUSTAVO ROMAN
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