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Blog do Mauro Beting

O maior jogo das últimas Copas. França 4 x 3 Argentina

Mauro Beting

30/06/2018 13h09

A melhor partida desta Copa. Maior do que qualquer jogo em 2014 de uma grande Copa no Brasil. Melhor que qualquer coisa que se fez na fraca Copa de 2010. Não lembro jogo melhor em 2006 e 2002 em Copas aceitáveis. Jogo ainda melhor que o emocionante Brasil 1 x 1 Holanda, em 1998. E mais emocionante ainda que Brasil 3 x 2 Holanda, em 1994, que só teve um segundo tempo espetacular.

Cono foi quase toda a partida de Kazan. A que encerrou mais uma derrota da Argentina que não sabe o que é vencer desde 1993. Messi que nunca fez gol em partidas eliminatórias em Copas. Lionel que talvez não continue. E a Argentina que certamente não pode continuar assim pela camisa que veste, pelo time que a usa, pelo treinador que a escolhe.

França que pode ir muito longe. Ainda mais pelo sufoco que sofreu depois da virada de Mercado.

 

1º TEMPO – Mbappé vinha bem, mas ainda, como toda a França pelo imenso potencial que tem, não tinha deslanchado na Copa. Ou ligado o turbo como no pênalti em que foi aterrado por Rojo. O torque do francês é tão impressionante quanto seu talento precoce. Pênalti executado aos 11 por Griezmann, que, três minutos antes, havia cobrado uma falta no travessão. A Argentina seguia assistindo ao jogo em posição privilegiada, sem interferir na partida que era do time com mais opções em tudo. Mas que poderia ter aproveitado mais um momento péssimo do rival para definir logo a parada. Quando se pensava no que fazer com Sampaoli e o porquê de Dybala não ser aproveitado mais vezes, a utilidade de Enzo Pérez na equipe que precisava jogar e criar e só havia chegado numa bola mal cruzada por Mercado, o falso 9 Messi que criava para um 9 que não tinha (mas estava no banco como Aguero ou Higuain), e onde estaria Di María que vinha sendo o pior entre os melhores jogadores da Copa, a França esqueceu que ele foi passear na entrada da área… O melhor volante do torneio (Kanté) o deixou livre para o ponta pela esquerda arrumar a bola e emendar um balaço indefensável para o ótimo Lloris. Eram 40 minutos, e Di María estreava na Copa, e a Argentina voltava ao Mundial.

2º TEMPO  – Fazio voltou no lugar do amarelado Rojo. Otamendi foi para o lado esquerdo da zaga. Mercado foi para a área e, num toque eio que sem querer num tiro fraco de Messi, virou o placar para a Argentina, aos 2. A França não teve tempo de entrar em parafuso. Aos 10, Fazio quase deu o gol para Griezmann empatar. Mais 2 minutos, Hernandez, em grande atuação, levantou a bola para Pavard chutar como se fosse Zidane sempre 0u Josimar na Copa de 1986 para marcar um gol espetacular. 7min antes de Mbappé mostrar que ainda será o maior do mundo, marcando um golaço que bisaria 4 minutos depois.

Aguero ainda diminuiria aos 47, os argentinos ainda perderiam mais uma chance aos 49, mas não mereciam melhor sorte com tamanha confusão dentro e fora de campo. Mas os argentinos que mandam, treinam e jogam. Os que torcem mereciam muito mais pela torcida em Kazan. E não mereciam aqueles 9 minutos entre a virada e o empate francês.

O LANCE – Pavard. Um dos tiros mais espetaculares de todas as caras.

O CARA – Mbappé. Tem só 19 anos. E parece ter tudo isso de bola. Não é só muita técnica É velocidade e também é força. Um dia será o maior do mundo.

CHANCES DO GOL – França 4 x 2 primeiro tempo; 5 x 5 segundo tempo. TOTAL França 9 x 7.

TÁTICA – França no 4-3-1-2, 4-4-2 sem a bola (com Mbpappé se juntando a Giroud). Argentina no 4-3-1-2 (4-1-4-1 sem a bola, com Messi no comando de ataque).

NOTAS –  ARGENTINA 6 X 8 FRANÇA  –  JOGO NOTA 9

O CHUTE INICIAL – FRANÇA 3 X 2 na prorrogação (palpite do bolão)

NO FRIGIR DAS BOLAS  – A melhor equipe venceu. E pode ganhar mais uma Copa. A equipe que não foi equipe quase chegou lá

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman

Sobre o Autor

Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 17 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 28 anos por ser torcedor há 52. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério

Sobre o Blog

O blog fala, vê, ouve, conta, canta, comenta, corneta, critica, sorri, chora, come, bebe, sofre, sua e vive o nosso futebol. Quem vive de passado é quem tem história para contar. Ele tem a pretensão de dar reload no que ouvi e li e vi e fazer a tabelinha entre passado e presente para dar um toque no futuro.

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