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A grande final de Lima, o grande jogo do Flamengo

Mauro Beting

22/11/2019 12h36

O River Plate é o time da década na Libertadores. É o atual campeão. Com o melhor treinador do continente e com o trabalho mais longevo, desde 2014, um ano antes de ganhar a primeira Liberta do ciclo.

Mas não joga mais do que o Flamengo desde setembro. Ainda mais em campo neutro mais brasileiro do que argentino. Ninguém tem jogado mais do que o time de Jorge Jesus. Nestes meses e nos últimos anos no Brasil. É favorito. Só não é mais pela qualidade do tetracampeão da Liberta. Duas delas com o Muñeco no banco.

River que, na decisão de 2018 em Madri (?!), jogou a maior partida de sua história contra o Boca. Nenhuma partida foi e será superior àquela por tudo.

Como neste sábado, em Lima, todos os excelentes 11 atuais titulares do Flamengo estarão fazendo a partida da vida deles. Mesmo Filipe Luís, de duas finais de Champions, sábado joga uma decisão continental com o clube do coração. Pesa mais. Mas não a ponto de pressionar ainda mais o já por natureza ansioso torcedor brasileiro. Dentro e fora campo.

Antes de a bola rolar, já é uma das melhores finais da história pela qualidade de jogo das equipes. Dois times que gostam de jogar. Sabem muito. Adoram a bola. E são correspondidos.

Em campo, imagino um Flamengo mantendo a intensidade. Querendo mais o ataque. E precisa ser assim. O Flamengo foi ao Peru por isso também. Não tem o que mudar.

O time de Gallardo, até por característica, muda mais nomes e números. Foi assim na final da Bombonera em 2018. Ele veio com cinco atrás. Talvez faça o mesmo, com Díaz no meio da zaga, reforçando o bloqueio contra Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Sairia Palacios como enganche.

O mais provável é mesmo o 4-1-3-2 usual. Com Enzo Pérez mais próximo dos quatro zagueiros. Começando como sempre o jogo. Talvez com Montiel mais preso. Ou menos solto. Até para deixar Nacho Fernández livre para criar e flutuar a partir da direita, liberando De la Cruz mais espetado para cima de Rafinha. Explorando a linha mais alta carioca.

O Flamengo está tão bem que Jorge Jesus não precisa mudar o time. Se jogar o que sabe, mesmo contra todo esse rival, leva.

Para mim, 2 a 1 Flamengo.

No tempo normal.

Sobre o Autor

Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 17 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 28 anos por ser torcedor há 52. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério

Sobre o Blog

O blog fala, vê, ouve, conta, canta, comenta, corneta, critica, sorri, chora, come, bebe, sofre, sua e vive o nosso futebol. Quem vive de passado é quem tem história para contar. Ele tem a pretensão de dar reload no que ouvi e li e vi e fazer a tabelinha entre passado e presente para dar um toque no futuro.

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