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Bochinche, incompetência e incapacidade única das autoridades

Mauro Beting

29/11/2019 18h11

A institucionalização da intolerância que é a torcida única chega aos níveis da barbárie ao impedir a torcida do Flamengo de assistir ao clássico ("amistoso") contra o Palmeiras, no Allianz Parque.

Não estamos resolvendo a violência nos estádios e nas ruas tirando gente dos campos. Não estamos educando os mais jovens que não vão saber como ganhar de ninguém, como empatar com alguém, como perder para todos sem aprender a ganhar, empatar e perder.

As autoridades tiram o sofá da sala. O despudor público não quer público e não é capaz de exercer o poder institucional de garantir segurança mínima para donos da casa e visitantes.

O Palmeiras aceita sem bater o pé. O Flamengo corretamente lamenta, e com sólido argumento de que é prejudicado por ter recebido palmeirenses no turno no Maracanã, e, agora, não poder ter sua torcida na casa rival. Reciprocidade e isonomia zero como a competência do comando da segurança nos estádios em São Paulo.

Não ter torcida em clássicos locais já é uma derrota da civilidade e respeito. Não ter agora em disputas interestaduais é uma federal incompetência geral.

Sobre o Autor

Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 17 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 28 anos por ser torcedor há 52. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério

Sobre o Blog

O blog fala, vê, ouve, conta, canta, comenta, corneta, critica, sorri, chora, come, bebe, sofre, sua e vive o nosso futebol. Quem vive de passado é quem tem história para contar. Ele tem a pretensão de dar reload no que ouvi e li e vi e fazer a tabelinha entre passado e presente para dar um toque no futuro.

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